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BABY TALK | Babywearing

O Babywearing tem ganho cada vez mais fãs nos últimos tempos mas a verdade é que esta técnica de transporte é, na verdade, a mais tradicional que existe (as mães africanas são especialistas neste tema!). Há umas décadas não havia carrinhos de passeio – nem duos, nem trios, nem carrinhos-bengala – e as mães precisavam de ter as mãos livres para trabalhar mas continuavam a querer ter os seus rebentos junto a si. Como conciliar as duas coisas? Babywearing (vestir o bebé, traduzido à letra)!

Atualmente, o babywearing continua a ser escolhido pelas mamãs por ter inúmeras vantagens e são, cada vez mais, as mães que deixam o carrinho em casa e optam pelo transporte dos bebés junto a si. Existem vários modelos no mercado e cada um será mais indicado para diferentes pais, bebés e carteiras. Quase todos os modelos (à exceção das mochilas) podem ser usados logo após o nascimento do bebé. No entanto, há uns mais confortáveis do que outros (tanto para os pais como para os seus rebentos) consoante as etapas e peso de cada criança.

Pano – O bebé fica enroladinho na mãe (ou no pai) e por isso sente-se aconchegado e fica quentinho (não necessita de muitos agasalhos). Existem vários tecidos – mais ou menos elásticos – com diferentes padrões e cores e este pano acaba por ser bastante versátil na medida em que pode ser utilizado desde o nascimento não só como meio de transporte mas também como cobertor se for necessário e/ou desejado. No entanto, em dias de verão, pode ser muito desconfortável tanto para o adulto como para o bebé.

Sling de Argolas – Este é um sistema curioso que, para além de poder ser usado desde o nascimento, inclui uma argola que permite ajustar o sling à medida do seu portador. É perfeito para passeios curtos, viagens ou até mesmo para andar em casa sendo que o bebé pode ser transportado em diferentes posições: virado para a mamã, deitado (posição de berço, perfeito para a mãe poder amamentar) e lateral (a partir do momento em que o bebé já é capaz de se sentar sozinho).

Pouch Sling – Este é um porta-bebés (que se usa a tira-colo) com uma estrutura simples: trata-se de uma tira de pano cujas extremidades estão cosidas uma à outra, formando uma bolsa onde se pode deitar o bebé. É um dos sistemas menos versáteis pois o bebé não pode ser transportado em diversas posições nem o sling pode ser usado por pessoas com diferentes estaturas, uma vez que não é ajustável. No entanto, é um dos mais populares para mães de bebés pequeninos pela sua simplicidade, comodidade e pragmatismo.

Meh Dai (Mei Tai) – Um porta-bebés de origem asiática que permite fazer a transição entre o sling e a mochila. Tem umas fitas na zona dos braços e da cintura do adulto que lhe permitem fazer o ajuste para que o transporte seja confortável mas, ao mesmo tempo, tem uma bolsa estruturada que faz com que o bebé fique sentado, com a coluna direita. A zona lateral do assento onde ficam os joelhos do bebé é, normalmente, almofadada.

Mochilas Ergonómicas – Este é o sistema mais caro de todos mas é também um dos mais escolhidos pelos pais. As mochilas ergonómicas podem ser usadas desde o nascimento (existem redutores para recém-nascidos que variam de marca para marca pelo que nem todas serão indicadas para os bebés mais pequeninos), distribuem e suportam o peso do bebé de forma equivalente e confortável e, por terem alças almofadadas, são fantásticas para passeios longos ou viagens. A mochila ergonómica é muito versátil pois é ajustável consoante o adulto que carrega o bebé e é também muito prática.

Para os fãs de babywearing, as principais vantagens apontadas são: 1) o facto do bebé estar sempre juntinho ao portador, 2) a possibilidade de escolha entre diferentes modelos e cores, 3) as mãos-livres, 3) o facto de não haver limitações na escolha do caminho (não existe o problema dos passeios demasiado estreitos onde não se possa passar por causa do carrinho ou a necessidade de evitar escadas) e 4) o facto do bebé ficar mais tranquilo por sentir a mãe (ou o pai) por perto.

Apesar de todas estas vantagens, é essencial relembrar a importância de aprender a colocar o pano corretamente e de treinar algumas vezes antes de experimentar com o bebé, no caso da mãe (ou do pai) escolher as versões mais flexíveis e ajustáveis. Este meio de transporte deve ser tão seguro como um carrinho e deve ser tranquilo tanto para o adulto que carrega o bebé como para o pequenino que ali se sente mais aconchegado.


Texto adaptado. Versão original publicada no site De Mãe Para Mãe.

2 comentários:

  1. Tive uma vez uma conversa muito interessante com uma mãe que me respondeu a todas as minhas dúvidas acerca do babywearing. Havia casos em que eu achava que poderia prejudicar o bebé, mas afinal aprendi que tem inúmeras vantagens e que se tudo for realizado corretamente, o bebé fica protegido :)

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  2. Sempre vi este meio de transporte a ser utilizado, mas dentro do seio familiar e com um pano africano ou lençol. As crianças são colocadas às costas, o tecido sobre elas, e quem as transporta tem o cuidado de as aconchegar e fazer um nó que as impeça de escorregar ou se sentirem desconfortáveis. Desconfio de que já tenha sido transportada por este meio! ☆

    Beijinhos,
    novo blogue: "IMPERIUM"

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