Thirteen

SWEET CAROLINE | 15 Coisas que Aprendi com 21 Anos

A vida ensina-nos a reinventar as nossas capacidades. Eu sabia que tinha uma boa capacidade de adaptação mas nunca pensei que fosse capaz de trabalhar em projetos tão diferentes uns dos outros e tão exigentes individualmente. A cada passo eu descubro algo sobre mim que me proporciona uma nova dose de confiança e que me retira um pedaço de insegurança e isso é absolutamente maravilhoso.

Eu julgo os livros pela capa. No sentido literal. E, até aos 21 anos, eu nunca me tinha apercebido disso. Numa biblioteca ou livraria, os meus olhos fogem sempre para as edições especiais, para os livros de capa dura, para as cores que melhor combinam entre si. Acredito que muitos livros me passem ao lado apenas porque a capa não me cativa minimamente mas, felizmente, as edições que me têm apaixonado pelo design têm sido, ao mesmo tempo, boas surpresas em termos de conteúdo.

O mundo da moda não é glamoroso. De todo. Estamos habituados a ver o resultado final das purpurinas, dos vestidos esvoaçantes, dos desenhos que nos fazem cair de amores apenas com um vislumbre e das fotografias maravilhosas mas a verdade é que, por detrás disso, há muitos valores trocados, muita ambição desmedida sem olhar a meios.

Os presentes que oferecemos ganham uma importância ainda maior quando são fruto do nosso trabalho. Com vinte e um anos eu finalmente pude comprar os presentes de Natal mais especiais para cada uma das minhas pessoas e a sensação foi absolutamente impagável. Fiz as compras graças ao meu salário (e não por ter poupado durante meses e meses) e essa ação representou algo muito importante para mim: a minha independência financeira.

Os contactos são tudo. Continuo a acreditar na meritocracia e no prémio que tem por base a capacidade do indivíduo porém, em simultâneo, compreendo a necessidade de não desperdiçar oportunidades, de manter boas relações com as pessoas que conhecemos e de sermos sempre educados e terra-a-terra. No mundo em que vivemos, os contactos são tudo e se trabalhamos e nos esforçamos, faz todo o sentido que o nosso nome seja dito quando chega a hora de contratar mais uma pessoa, de fazer mais um convite ou de começar uma nova história.

Quando o teu trabalho é feito 100% online, o conceito de fim-de-semana acaba por ser relativo. O mundo digital tem mais coisas positivas do que negativas (eu acredito mesmo nisto e sou apaixonada pelo online!) mas também veio complicar a separação entre trabalho e lazer e quando gerimos redes sociais - ou uma loja online - essa linha acaba por ser ainda mais ténue. Ainda não aprendi a ser mais desligada e regrada - tenho muito medo de falhar a nível profissional e quero estar sempre atenta a tudo - mas já percebi que não consigo descansar em pleno ao fim-de-semana e que, a longo prazo, isso não é sustentável.

A minha formação académica não me condiciona. O meu pai sempre me disse que não ia ser uma Licenciatura a definir o meu futuro mas agora que trabalho numa área completamente diferente (e completamente a minha cara!), percebo que ele tinha - e tem - razão. Sabem o que é que o meu trabalho atual tem a ver com a minha formação académica? Nada! Sou pior profissional por isso? Nem pensar!

Eu também tenho um limite. Finjo que sou forte, que aguento muitas horas por dia durante muitos dias, que sou capaz de sair tarde do trabalho e de trabalhar em casa mas a verdade é que já apanhei alguns sustos que me lembraram que toda a gente tem um limite - eu incluída.

A vida é uma incógnita. Há um ano eu não fazia ideia que iria estar aqui, nesta fase, com estas pessoas. O que é certo é que nunca sabemos o dia de amanhã e aprendi isso à força ao longo do último ano. Foi uma lição dura, que me tirou o tapete várias vezes e que aprendi da pior forma mas que guardo com força porque me obriga a aproveitar o momento presente mais do que alguma vez aproveitei.

O Pinterest só é realmente relevante na tua vida quando tens uma casa para decorar. A verdade é que esta rede social nunca foi verdadeiramente relevante para mim. Utilizava-a para colecionar imagens bonitas dentro de diferentes temáticas e algumas dicas relacionadas com redes sociais e marketing mas quando decidi comprar uma casa a sua importância cresceu. Dei por mim a gastar alguns minutos do meu dia a procurar imagens de casas bem decoradas e detalhes imprevisíveis que fazem todo o sentido.

Comprar um apartamento é absolutamente desgastante e desesperante. Sobretudo quando tens menos de 30 anos (ou 25) e/ou não estás no quadro da empresa. Eu escolhi o meu apartamento com relativa facilidade e, mesmo assim, o processo foi demorado, desgastante, chato e cansativo. Estamos sempre a ouvir que há imensos apoios para os jovens que querem, realmente, ficar no país mas, sem meias palavras, são tretas.

As pessoas que admitem que não sabem tudo são as que aprendem mais. Este é o primeiro passo para crescermos intelectualmente, profissionalmente, culturalmente. Eu não sei tudo - nunca vou saber - mas esforço-me todos os dias para saber um pouco mais, para crescer, para ser mais competente no meu trabalho, para aprender com aqueles que têm mais experiência e muito para me ensinar.

Não há dinheiro no mundo que justifique a decadência da nossa saúde e bem-estar. A saúde é o bem mais precioso que temos e, com vários sustos (dois deles fatais) este ano, esta afirmação ganhou uma nova força. A nossa saúde deve estar SEMPRE em primeiro lugar porque, sem ela, não somos capazes de alcançar os nossos objetivos ou de trabalhar pelos nossos sonhos.

As redes sociais não mostram nem 1/3. Quando escrevemos num blogue, quando temos um canal de youtube ou quando temos muitos seguidores no Instagram, as pessoas - mesmo que seja sem querer - assumem que a nossa vida está ali. E isso não é, de todo, verdade. Há muita coisa que não partilhamos, muita coisa que fica só para nós, muitas publicações que ficam por escrever. Nós sabemos disto mas quando olhamos para a história da Tuula e da sua filha Ru, cai-nos a ficha: não sabemos nada sobre as pessoas que acompanhamos. Só sabemos o que elas nos querem mostrar.

Adoro ser Community Manager! Descobri em 2017 que sou feliz a trabalhar em e-commerce e que as lojas online, o apoio ao cliente e a produção de conteúdo são a minha praia. Inicialmente estava com medo de não ser capaz, de não corresponder às expectativas, de não saber lidar com clientes menos simpáticos ou possíveis reclamações; hoje sei que estou a fazer o que me faz feliz e que me esforço para melhorar e para promover o crescimento dos projetos em que estou inserida. É fantástico!



[Esta publicação foi escrita ao longo do ano e as aprendizagens estão, sempre que possível, por ordem cronológica.]

9 comentários:

  1. Do lado de quem está de cá, acho que nos faz bem aprender contigo. Especialmente se formos mais novas. É importante, para mim pelo menos, envolver-me com pessoas que são bem sucedidas.Tanto para inspiração, como por uma questão de viver terra-a-terra. Acho que sempre foste das pessoas mais honestas na blogosfera e procuras sempre ser o mais sincera e aberta com o teu blog e isso passa para este lado. Gosto muito de te acompanhar e este tipo de publicações mostram que mereces tudo o que conseguiste alcançar!

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  2. "As pessoas que admitem que não sabem tudo são as que aprendem mais." isto é tão verdade! Ter o espírito aberto a novas experiências e não achar que já sabemos tudo de cor e salteado é meio caminho andado!
    http://sunflowers-in-the-wind.blogspot.pt/

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  3. Estou sempre a aprender contigo, é uma das razões pelas quais gosto tanto de te seguir. Acredito que neste mundo as nossas relações servem para aprendermos constante e mutuamente, contigo isso acontece mesmo! Por isso, obrigada por estares sempre tão disponível a partilhar tudo isto connosco, por não guardares para ti aquilo que sabes ser-nos útil e bom.
    Beijo enorme, Carol <3

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  4. Que boas aprendizagens :) Só torci o nariz no "Continuo a acreditar na meritocracia e no prémio que tem por base a capacidade do indivíduo". Espero que nunca venhas a aprender que as cunhas são o mais importante nesta vida :/ Infelizmente, não é só no nosso país e isso é algo que me deixa muito frustrada... Claro que continuarei sempre a lutar por ser reconhecida pelo meu trabalho e pelo meu mérito, isso nem se questiona.

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    1. A referência sem mérito não é algo que apoie, evidentemente. No entanto, se temos capacidades para desempenhar a função e se somos competentes no nosso trabalho, não vejo problema algum em recorrer aos nossos contactos para que estes nos ajudem a alcançar os nossos objetivos. Reforço: desde que a pessoa seja competente para o cargo ao qual se está a candidatar.

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  5. Tal como tens aprendido tanto ao longo deste último ano, sou muito sincera quando digo que tenho aprendido muito contigo, em todo este tempo que te acompanho e ainda tenho muito a aprender também. Toda a tua força, esperança e capacidade de resiliência é inspiradora e só posso retirar bons ensinamentos de todas as tuas partilhas, Carolina, que me parecem sempre bastante honestas e transparentes. Nunca tentas mascarar uma realidade diferente da que tens e penso que isso reflete a pessoa que és. Continuarei sempre a acompanhar-te e a torcer muito por ti! Um grande beijinho :)

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  6. Que grande post! Identifico-me com muitos dos pontos que escreveste :D
    Beijinhooo
    Rtissima Blog

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  7. 'O Pinterest só é realmente relevante na tua vida quando tens uma casa para decorar': muito bom! :)

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  8. Também já tenho as minhas aprendizagens prontas a publicar (durante esta semana vai! *Inês confiante*). É sempre bom aprender contigo e reflectir sobre alguns dos assuntos que vais concluindo ao longo do ano (e da vida!). Uma das coisas mais incríveis deste tipo de publicações é mesmo a reflexão - por parte de quem escreve e de quem lê -. Acabam por ser reflexões diferentes, é certo, mas acho-as fundamentais para, por vezes, agitarmos um pouco os nossos conhecimentos e bases, como se de açúcar no fundo do copo se tratassem. Vale sempre a pena. Obrigada, Carolina! :)

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