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VIDA PROFISSIONAL | "És feliz? É tudo o que importa"

Na empresa onde trabalho defendemos muitas vezes que a licenciatura, o mestrado e as formações que fazemos são "malas de ferramentas" que nos permitirão crescer não só a nível profissional mas também a nível pessoal. O saber não ocupa espaço e não faz mal se decidirmos que não queremos ser jornalistas, tradutores ou engenheiros mesmo que tenhamos estudado para isso nos últimos anos. Somos muitas vezes visitados por alunos de universidades e escolas profissionais e fazemos questão de lhes transmitir esta mensagem: qualquer pessoa pode ser muito mais e muito melhor do que aquilo que está definido no certificado de habilitações que lhe custou os olhos da cara.

A maioria fica surpreendida quando falamos sobre a nossa experiência individual - temos engenheiros informáticos, designers e licenciados em comunicação a trabalhar nas respetivas áreas mas também temos, em simultâneo, engenheiros industriais na equipa comercial, licenciados em turismo a trabalhar em e-commerce (como eu, que também trabalho redes sociais), pessoas que estudaram direito e que passaram a ser gestores de projetos, colaboradores que fizeram o mestrado numa área mas que trabalham noutra completamente diferente. São piores profissionais por não terem estudado aquela matéria na Faculdade? Não. São mais felizes por trabalharem numa área distinta? Alguns sim, outros nem tanto - eu, garanto-vos, não podia estar mais feliz com o meu rumo profissional.

Uma escolha feita aos 18 anos - ou antes - não define a nossa vida e seria parvo transmitir isso a quem é finalista e ainda tem dúvidas. A caixa que nos é entregue quando terminamos o curso é apenas isso: uma caixa que reúne um conjunto de técnicas e aprendizagens que poderemos aplicar para sermos melhor naquilo que fazemos (independentemente do que escolhermos fazer). Hoje em dia, precisamos mesmo é de pessoas com vontade de continuar a aprender, de descobrir novas formas de trabalhar, de evoluir e de colocar mais ferramentas na caixa. E isso vai-se fazendo depois da Faculdade; vai-se fazendo ao longo de toda a vida - através dos livros, dos artigos, dos interesses, dos blogues, das formações, dos mini-cursos, dos colegas, das pessoas que nos inspiram, das conferências. Todos podemos ser aquilo que desejarmos ser e mudar de área é sempre uma opção. Afinal, é a nossa felicidade que está em jogo.


1 comentário:

  1. Acho que tudo se resume no seguinte: ter interesse sobre a área em que se trabalha. Acho que isso, aliado com um toque de amor, é capaz de fazer surgir tudo o resto. Porque tendo interesse, todo o "trabalho extra" se faz com muita naturalidade, e sem ser visto forçosamente como um complemento profissional :)

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