Thirteen

CINEMA | Divergent [2013]

Começo esta publicação com uma informação que irá, sem dúvida, influenciar a minha crítica: não li o livro de Veronica Roth antes de ver a adaptação para o grande ecrã. Na verdade, a Saga "Divergent" nunca me tinha cativado e vi o primeiro filme por puro acaso há umas semanas.

A premissa de "Divergente" remete-nos para uma longa metragem que mistura ação e ficção numa cidade futurista que atualmente conhecemos como Chicago. Ali, as pessoas estão divididas em cinco fações com base nas suas personalidades e cada um destes cinco grupos trabalha numa função específica com o objetivo de recuperar a paz num pós-guerra duro. 

Aquele que podia ser só mais um filme para adolescentes - e mesmo não deixando de o ser - apresenta-nos um universo criado de forma inteligente que retrata, de uma forma singular, problemas da sociedade que conhecemos e da qual fazemos parte. Os estatutos, os papéis que cada um representa, os sem-abrigo, o poder, a sinceridade, as escolhas. Tudo isto é retratado em "Divergente" de uma forma exagerada quando comparada com o nosso quotidiano mas as diferentes regras desta sociedade alternativa acabam por nos fazer refletir: as nossas escolhas definem o nosso caminho e moldam a nossa vida de uma forma única.

"Divergente" é um filme longo mas é fluído e cativante na mesma medida. As cenas de ação são bem feitas e apesar da superficialidade com que são tratados alguns detalhes mais sérios e importantes, (que mereciam, sem dúvida, maior profundidade e sentimento), o romance juvenil não se sobrepõe à verdadeira história ou aos verdadeiros objetivos do argumento. 

Por um lado, ficam muitas questões por responder (que acredito que sejam respondidas no livro - confirmam?) mas, por outro lado, compreendo que não se possa abordar todos os detalhes e personagens com a mesma intensidade tendo em conta a limitação do tempo no grande ecrã. "Divergente" continua a ser um filme para adolescentes mas acaba por ser mais abrangente do que a maioria e acredito que seja capaz de agradar diferentes tipos de pessoas. Se estiverem dispostos a olhar para além das lutas e das tatuagens, conseguem mesmo refletir sobre a sociedade atual, sobre a contribuição de cada um e sobre os estatutos e os poderes hierárquicos.

No geral (e excluindo os diálogos completamente desnecessários, a previsibilidade de algumas cenas e a falta de profundidade em alguns momentos), fiquei agarrada ao ecrã com facilidade e a minha curiosidade falou sempre mais alto.

3 comentários:

  1. Li o livro e, confirmo, muitas das questões são respondidas lá. Quem vê o filme sem ver o livro fica um bocado à toa em algumas partes, existiram muitas cenas que foram cortadas.
    Gostei muito do filme, é o meu preferido da saga. Nos filmes posteriores, a ideia original perde-se um bocado.
    Beijinhos
    Blog: Life of Cherry

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  2. Acho que nunca vi. Confesso que não me chama muito à atenção, mas depois deste post vou-lhe dar uma oportunidade. Obrigada pela sugestão, Carolina :)

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  3. Foi um filme que vi na altura em que saiu e concordo plenamente contigo, tem diálogos desnecessários e isso foi o suficiente para eu perder o interesse - para ser sincera, nem terminei o filme, adormeci a meio... Costumo chamar-lhe "a versão rasca que se seguiu aos Hunger Games". No entanto, até percebo porque existe tanta gente a adorar. De qualquer forma, not my cup of tea.

    Beijinhos
    Andreia, ALL THE BRIGHT PLACES

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