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VIENA, ÁUSTRIA | Schloss Schönbrunn

O Palácio de Schönbrunn é um dos principais monumentos de toda a Áustria e a viagem a Viena não fica completa sem uma visita. Este palácio, que agora recebe milhares de turistas por dia, funcionava como residência de verão da família imperial austríaca entre os séculos XVIII e XX e foi classificado como Património da Humanidade pela UNESCO, em 1996.

A visita ao Palácio de Schönbrunn está incluída no Vienna Pass, mas é necessário passar na bilheteira para validar o cartão e para que nos seja entregue o bilhete oficial da atração. Existem duas opções de visita: a Grand Tour ou a Imperial Tour, sendo que a segunda é mais curta e não inclui o audio-guia. Para visitar apenas a área dos jardins, não é necessário bilhete (ainda que algumas das atrações que aqui encontram o exijam). 

Durante o percurso pelo Palácio, o audio-guia narra a história do palácio e inclui detalhes sobre acontecimentos associados a cada sala e hábitos da família imperial (e da corte, claro), fazendo também referência aos elementos decorativos e ao estilo arquitetónico de Schönbrunn. É impossível não ficar fascinado com a imponência de cada sala. Infelizmente, as fotografias não são permitidas  no interior (provavelmente para agilizar as visitas e manter as pessoas a circular, sem criar confusão nas salas). Com o bilhete da Grand Tour pudemos visitar cerca de 40 salas.

Nessa manhã, visitámos também uma parte do jardim, embora não tenhamos explorado muito. A área  do parque do palácio é enorme (é aqui que encontram o Jardim Zoológico mais antigo do mundo, com 16 hectares) e o nosso tempo estava contado, pelo que optámos por seguir viagem.

O Palácio de Schönbrunn está aberto todos os dias e há muita gente que recomenda que se reserve um dia  inteiro especificamente para a vista. No entanto, pessoalmente, recomendo-o apenas se fizerem uma viagem longa - se for apenas um fim-de-semana prolongado ou pouco mais, reservem uma manhã e aproveitem o resto do dia noutras zonas de Viena, que tem muito (muito!) para oferecer. Sugiro, apesar disso, que cheguem cedo, pois as filas começam a acumular pouco tempo após a abertura das portas. 

LIVRO | Todos Devemos Ser Feministas

Chimamanda Ngozi Adichie fez uma palestra no TEDx e essa mesma palestra teve um impacto gigantesco. As suas palavras foram tão certeiras e significativas que o seu discurso acabou por se transformar num símbolo do Feminismo. Chimamanda decidiu adaptá-lo para livro e fazê-lo chegar a mais gente. Atualmente, "Todos Devemos Ser Feministas" está traduzido em dezenas de línguas e pode, inclusive, ser lido gratuitamente na sua versão e-book, no idioma original.

De leitura acessível a todos, o livro de Adichie aborda o verdadeiro significado do Feminismo e explica os argumentos anti-feministas que são habitualmente usados. Esta não é uma causa de mulheres histéricas, de pessoas privilegiadas ou de mulheres que odeiam os homens. Não. Esta é uma luta urgente que diz respeito a todos, homens e mulheres. Porque o Feminismo é exatamente isso: a defesa de uma igualdade que ainda não existe em todo o lado.

Chimamanda é capaz de abordar, de uma forma muito fluída, sintética e simples (não nos podemos esquecer que é uma adaptação de uma palestra TEDx), os comportamentos e palavras que criam um fosso maior entre homens e mulheres, entre países ou entre comunidades. O Feminismo diz respeito a todos e é por isso que vos recomendo este livro hoje: é inclusivo e não direcionado exclusivamente às mulheres. A luta pela igualdade é atual e urgente. Necessária.

"Todos Devemos Ser Feministas" leva-nos a refletir e a concordar, não só pelos argumentos e detalhes abordados mas também por ser tão acessível de ler (não imaginam quantas vezes dei por mim a acenar em jeito de aprovação). O facto de ter sido disponibilizado em várias plataformas para leitura gratuita só vem comprovar que esta é uma mensagem que precisa de ser difundida. Todos devemos ser feministas e todos devemos ler (ou ouvir) este discurso de Chimamanda Ngozi Adichie.

LIVRO | Até ao Fim do Mundo

Cativada pela capa, escolhi-o numa visita à livraria (sim, eu de vez em quando saio de casa e faço compras em lojas físicas). Não tinha lido quaisquer críticas, nem boas nem más, por isso não sabia o que me esperava, mas o meu pai desafiou-me a levar um livro novo para casa e eu alinhei no jogo.

A capa pouco revela sobre a história, mas as suas cores vibrantes e os grandes óculos de sol em destaque sugerem um bom livro de verão - "Até ao Fim do Mundo" é isso mesmo. Nunca tinha lido nada desta autora mas gostei tanto da sua escrita descomplicada que já adicionei mais uns quantos livros de Maria Semple à minha lista do GoodReads. Contraditoriamente à sua capa alegre, este é um livro que aborda temas pesados - a ansiedade, a depressão e a agorafobia são apenas três - mas que o faz de uma forma muito natural e realista, pelo que fiquei presa à história logo nas primeiras páginas.

Apesar de o nome original ser "Where'd you go Bernadette?", o título português - que não faz sentido antes de chegarmos a metade do livro - também tem uma razão de ser. "Até ao Fim do Mundo" é focado em personagens femininas muito fortes, determinadas, sem papas na língua, sem hipocrisias e até um pouco loucas. Tem tudo para correr mal e para se transformar num enorme cliché, mas resulta.

A narrativa está construída de uma forma muito original, sem causar confusão ao leitor. Todas as informações importantes e todos os detalhes relevantes para a história são contados através de documentos trocados entre as personagens (cartas, mensagens, emails e por aí em diante). Através deste formato recebemos novas informações com frequência e a leitura não se torna chata ou demasiado descritiva. À medida que as páginas avançam, surgem novos problemas, novas dúvidas, novos factos, novas informações sobre as personagens (tanto as principais como as secundárias) e somos levados pelos capítulos com curiosidade - este é o motivo para ler este livro em dois dias: a história envolve-nos com a quantidade certa de mistério.

O final deixou-me muitas dúvidas - esperava uma explicação sobre as intenções da personagem - mas, no geral, foi uma excelente leitura. Leve, como eu precisava, mas suficientemente estimulante. Dizem que o filme baseado em "Até ao Fim do Mundo" sai este ano e, uma vez que a autora é argumentista de séries, acredito que possa ser uma adaptação feliz.


Instagram: @carolinanelas

VIDA PROFISSIONAL | Prémio Inovação!

O Braga Cool venceu o Prémio Inovação na I Gala do Turismo, organizado pela Câmara Municipal de Braga em parceria com a Associação Comercial de Braga. Valorizar a atividade turística e o contributo que os seus agentes têm dado para afirmar Braga como destino turístico de excelência era o objetivo principal desta Gala.

Num evento formal, entre diferentes categorias que abrangeram diferentes áreas do próprio setor do Turismo - como o Alojamento, a Restauração e a Intervenção Urbanística -, o Braga Cool levou para casa o "Prémio Inovação" pela forma como faz, dia após dia, a divulgação de Braga e dos espaços de qualidade da cidade.

O mérito não é meu, de todo, mas receber este prémio (apesar de detestar falar em público!) fez-me sentir um orgulho imenso em todo o trabalho que esta equipa tem feito. Juntamos uma data de cidades à nossa lista nos últimos meses, mas nunca descuramos a cidade onde tudo começou. Quando se trabalha com pessoas dedicadas e competentes, coisas destas acontecem. Parabéns, equipa!

VIENA, ÁUSTRIA | Wiener Prater

Se gostam de montanhas russas, algodão doce, pipocas e rodas gigantes, o Prater é o local a visitar. Este é o parque de diversões mais antigo do mundo, inaugurado em 1895. A roda-gigante (inaugurada dois anos depois) que aqui encontramos é um dos símbolos emblemáticos de Viena, tem 60 metros de altura e foi inaugurada na coroação de Francisco José I.

Estivemos no Prater numa tarde nublada com alguma chuva e por isso algumas atrações estavam fechadas mas, em contrapartida, tivemos o parque praticamente para nós e não tivemos que esperar em filas. No Prater, apenas pagamos o bilhete nas atrações - ou seja, a entrada no parque é gratuita e, se não forem fãs de parques de diversões, não terão custos por acompanhar amigos ou familiares.

Para além dos carrosséis e outras atrações, no recinto do Prater há ainda restaurantes, museus (Madame Tussauds e Pratermuseum - que estão contemplados no Vienna Pass) e salas de jogos. As canoas, a montanha russa interior (completamente às escuras), as máquinas de peluches e a casa assombrada foram as nossas escolhas. O valor do bilhete para cada atividade depende muito das atrações, mas penso que será correto afirmar que variam entre 1€ e 5€ por pessoa.