Thirteen

Pausa. No blogue e na vida. Até breve.

PASSATEMPO | Be Kind

Está a decorrer, até às 13h de sexta-feira, dia 13 de Setembro, o passatempo mensal do Thirteen. E, para iniciar bem este novo ano escolar/comercial, nada como oferecer uma peça da marca que surgiu deste blogue: uma t-shirt do Thirteen Studio. Acredito que devemos estar rodeados de mensagens bonitas - são detalhes que nos ajudam nos dias mais difíceis - e por isso escolhi novamente uma "Be Kind", que será bordada especialmente para a vencedora. 5€ da compra desta t-shirt (assumida por mim) revertem para o Blogging for a Cause, que já confirmou a sua terceira edição.

Para participarem, as regras são as do costume e muito simples: 1) seguir o meu Instagram pessoal (@carolinanelas), 2) seguir o Instagram do Thirteen Studio (@thirteenstudio.pt), 3) gostar da fotografia do passatempo (ESTA) e 4) identificar duas amigas (ou dois amigos!) nos comentários da mesma fotografia. Podem participar as vezes que desejarem, desde que identifiquem amigos diferentes (celebridades, perfis exclusivamente dedicados a passatempos ou contas falsas não são contabilizadas!). 

O passatempo não é exclusivo a residentes em Portugal, mas é necessário que tenham uma morada nacional para onde eu possa enviar o prémio. A vencedora será escolhida aleatoriamente e anunciada no Instagram Stories. Quem vai tentar a sua sorte nestes últimos dias?

GUARDA-ROUPA | Frambooesas

Não tenho um sem número de peças indicadas para a época balnear e tal como na minha roupa do dia-a-dia, privilegio a qualidade em detrimento da quantidade. Acaba por ser uma situação duplamente vencedora, pois os fatos-de-banho e os biquínis acabam por durar uma vida e a família vai crescendo alegremente.

Nos últimos dois ou três anos, os fatos-de-banho passaram a fazer parte das minhas rotinas de praia e acabaram por ser aliados perfeitos na luta contra as inseguranças. Há poucos modelos que me favoreçam, mas felizmente estamos bem servidas no que diz respeito a marcas nacionais de beachwear. Já mencionei por aqui a Conscious Swimwear e hoje quero partilhar a Frambooesas, que me acompanhou novamente este verão e que, para já, é a marca dos meus fatos-de-banho (tenho dois, ambos da marca).

Quem disse que a roupa de praia tinha de ser básica ou que os fatos-de-banho têm sempre ar de serem perfeitos para a tia-avó de 80 anos? A Frambooesas prova que não, que é possível encontrar fatos-de-banho jovens, coloridos e com pormenores interessantes. Refiro particularmente os fatos-de-banho, ainda que também tenha alguns biquínis debaixo de olho, pois são peças difíceis de encontrar para mim e acredito que também o sejam para muitas de vós.

A Frambooesas surgiu da vontade de Marta e Teresa, duas economistas, apostarem na sua paixão pela área da moda. As coleções apelam ao melhor da vida, às cores que o verão enaltece e aos sonhos que nunca é tarde para concretizar. Entre folhos e padrões irreverentes, é possível criar uma peça totalmente personalizada, única e exclusiva, ou optar pelas sugestões da marca. Para além de biquínis e fatos-de-banho, a Frambooesas tem ainda peças maravilhosas para o quotidiano, como calções,  scrunchies, vestidos, blusas e até propostas para a petizada. Não há como não fazer uma wishlist mental sempre que surge uma nova coleção, até porque tudo é produzido em Portugal.

GUARDA-ROUPA | Baguy

Desde que assumi o compromisso de fazer compras mais conscientes tenho vindo a descobrir algumas marcas nacionais muito interessantes, com propostas diferenciadoras e peças que comprovam a qualidade do que se cria em Portugal. Sei como é difícil ter uma marca própria, mesmo que não seja a tempo inteiro, e por isso tento, através das minhas compras, valorizar o trabalho de outras pessoas que estão no mesmo barco.

Quando precisei de comprar um vestido para o casamento da minha irmã, mantive a minha regra de  ouro: escolher algo que não ficasse pendurado no guarda-roupa depois desse dia. Fazer compras conscientes também passa por avaliar a versatilidade das peças e, para mim, não faz sentido comprar um vestido que só irei vestir uma vez (a exceção será, possivelmente, o vestido de noiva). 

Inicialmente pensei em escolher um fato colorido, num modelo menos clássico, mas numa visita à Maria Chica, onde estão à venda as t-shirts do Thirteen Studio, os vestidos compridos e os macacões da Baguy fizeram-me mudar de ideias. Acabei por escolher um vestido comprido verde-garrafa (que já usei mais duas ou três vezes depois do casamento) e por comprar também um vestido midi amarelo (quem diria?), aproveitando a época de promoções.

A Baguy não só é portuguesa como, tal como eu, é nortenha. O seu atelier fica aqui pertinho, em Vila Verde, e a marca cria maioritariamente vestuário para eventos. É uma escolha vencedora, pois apesar do foco serem os momentos festivos e as celebrações, as peças são suficientemente versáteis para serem utilizadas no dia-a-dia, combinadas com sapatilhas e acessórios descontraídos. Onde os folhos e as cores fortes reinam, há também espaço para propostas mais simples e discretas - se procuram um vestido para um momento especial com a certeza de que poderão usá-lo novamente, a Baguy é uma marca a ter em consideração.

BARCELONA, ESPANHA | La Sagrada Familia

"La Sagrada Familia" é considerada a obra mais importante de Antoni Gaudí e é o monumento mais visitado de Barcelona, recebendo milhares de turistas todos os dias. Ainda que inacabada, está carregada de simbolismo e a passagem pela cidade não fica completa sem uma visita à Basílica.

A construção de "La Sagrada Familia" começou em 1882 e, curiosamente, o projeto só chegou às mãos de Gaudí um ano depois. O artista fez uma proposta mais ambiciosa e previa um templo que, entre muitos detalhes e uma imponência indescritível, seria constituído por 18 torres e milhares de esculturas inspiradas na Natureza e na Religião. No entanto, Gaudí faleceu em 1926 e não teve oportunidade de terminar o seu projeto - apenas uma das torres ficou concluída.

Ainda assim, Gaudí deixou tantas maquetes, rascunhos e documentos (provavelmente por saber que o seu projeto era demasiado ambicioso para ser terminado por si nos anos que lhe restavam) que a basílica tem sido construída de acordo com aquilo que o artista imaginou, sem alterações ou modernices. Neste momento, já estão construídas 8 das 18 torres e já é possível visitar algumas delas para contemplar a cidade a uma altitude mais elevada (isto exige um bilhete mais caro, específico para a subida às torres).

"La Sagrada Familia" tem tantos detalhes e tanto simbolismo associado que sugiro a visita com audioguia. Normalmente não considero necessário, mas neste caso acredito que 90% dos pormenores nos passem ao lado se fizermos a visita livre. Uma vez que o audioguia está disponível em diversos idiomas, não me parece relevante a visita com um profissional (até porque, assim, cada visitante pode fazer a visita ao seu ritmo, de acordo com as suas preferências e interesses), mas não recomendo que dispensem a explicação standard.

Ao longo da visita, somos convidados a conhecer as inspirações do artista e a observar com rigor os pontos mais importantes do monumento. É o caso das três fachadas (a do Nascimento, a da Paixão e a da Glória), do interior (onde as colunas se assemelham a troncos de árvores) e do painel que inclui o "Pai Nosso" em dezenas de diferentes idiomas (sim, há uma frase em português também). Noutra zona, há ainda algumas maquetes e documentos de Gaudí - uma espécie de exposição que contextualiza as obras do templo mais famoso de Barcelona.

Apesar de eu ter uma relação complicada com o mundo religioso, senti-me em paz por aqui e isso só pode ser bom sinal. Permiti-me guardar algum tempo da visita para ficar em silêncio e absorver os estímulos que "La Sagrada Familia" me ofereceu. Aliás, entrei na zona reservada (onde não é possível entrar de calções ou ombros despidos, fotografar, conversar ou fazer barulho) e dei por mim a pensar na minha avó, em todas as suas crenças e em como ela iria gostar de saber que me deixei levar pelo ambiente que a Basílica proporciona. Nunca uma igreja me tinha proporcionado um momento de tranquilidade como este e foi em Barcelona que, em parte, fiz as pazes com a religião e com os meus próprios pensamentos.

As filas são uma constante e os bilhetes têm hora marcada, o que significa que devem comprar com antecedência, prevendo a data e hora da vossa visita. Se não desejarem comprar online, recomendo que comprem na Casa-Museu de Gaudí, no Park Güell, não só porque o bilhete combinado para as duas atrações fica mais em conta, mas também porque as filas na basílica são assustadoramente longas, o que não acontece no museu. A visita aos dois edifícios (com audioguia na Sagrada Familia) fica por 23€, se não estou em erro. As construções são suportadas pelos donativos e pelos valores angariados com as visitas.