Thirteen

PRAGA, REPÚBLICA CHECA | Klementinum

O Klementinum é o segundo maior complexo arquitetónico de Praga, tendo sido sede do Colégio Jesuíta e da Universidade de Praga durante vários anos. É aqui que encontramos a Biblioteca Barroca - que sobreviveu à Segunda Guerra Mundial graças a uma parede falsa construída para proteger o seu acervo! - e a Torre Astronómica, que oferece uma vista de 360º perante a cidade. Na subida para a Torre, encontramos também a Sala dos Meridianos, que vale a pena conhecer.

Se, tal como nós desejávamos, esperam entrar na Biblioteca ou ver de perto os globos, posso dizer-vos que vão ficar extremamente desiludidos - apenas nos é permitido espreitar por uma porta durante algum tempo. Por falta de informação, acreditávamos que iríamos entrar e explorar a Biblioteca Barroca - digna d'A Bela e o Monstro - com os devidos cuidados e distâncias, mas apenas tivemos a uma espreitadela bastante vigiada, sem fotografias.

A visita guiada dura cerca de 45 minutos e apresenta-nos diversas curiosidades ao longo da experiência. O bilhete, que custa 10€, não é compatível com as expectativas da maioria dos visitantes, mas o fascínio perante a Biblioteca não deixa de ser imenso - é realmente incrível como se conseguiu preservar uma sala inteira, com livros centenários e pinturas magníficas, graças a uma estratégia tão simples. No topo da torre, a vista é a definição perfeita desta cidade: maravilhosa.


LISBOA, PORTUGAL | ICON

O Lisboa Cool dá-me a oportunidade de descobrir espaços espetaculares que provavelmente não conheceria de outra forma… e a ICON foi mais uma surpresa maravilhosa. Pelas fotografias e pelo conceito, mesmo antes de visitar eu percebi que esta loja tinha tudo a ver com o projeto… mas foi quando vi as peças de perto que percebi que também tem tudo a ver comigo.

Confesso que fiquei particularmente encantada com as peças de vestuário em algodão orgânico (as blusas roubaram o meu coração) e com a cerâmica tão bonita e portuguesa, mas na ICON encontrarão muito mais: candeeiros, quadros, serigrafias, blocos de notas, joalharia (…). Tudo o que é vendido na ICON é português, e há um bónus que dá um encanto extra à loja da Rua da Trindade: existe um espaço, dentro da pequenina loja, que é cedido aos artesãos e designers portugueses - para que possam ter um espaço de trabalho e, ao mesmo tempo, mostrar a quem quiser ver como são feitas as maravilhosas peças que por aqui encontramos. Se as compras de Natal ainda não estão todas feitas, esta pode muito bem ser a opção ideal - até porque há preços para todas as carteiras.

Instagram: @icon_shop.pt

BRAGA, PORTUGAL | Time To

Foi num momento de mãe e filha, daqueles que enchem o coração e que o mundo não permite que aconteçam tantas vezes como as que gostaríamos, que conheci o Time To. No centro histórico da cidade de Braga, num dia terrível de chuva e muito cinzento para nós, o espaço recebeu-nos com o seu ambiente confortável e a sua decoração rústica. 

Com a certeza de que há sempre tempo para um momento especial, o Time To fica na Rua D. Afonso Henriques e tem uma carta bastante variada. Os petiscos são diversificados, mas o destaque vai mesmo para as tostas, para o prego, para as sopas, paras tábuas de enchidos e para as saladas - pratos e petiscos que nos deixam satisfeitos tanto num almoço mais rápido como num jantar marcado com o objetivo de colocarmos a conversa em dia.

Como não podia deixar de ser, há relógios em toda a parte e uma clara referência ao tempo. Aqui é sempre uma boa hora para nos inspirarmos, para esquecermos os compromissos e as agendas, para trocar novidades e para nos sentirmos em casa.


Instagram: @carolinanelas

SAÚDE | É preciso falar disto.

Este é o texto mais difícil que já escrevi. Hesitei muito antes de o escrever (e ainda mais antes de decidir publicá-lo). Porque é algo muito particular. Porque é um tema delicado e até polémico. Porque nem as pessoas à minha volta, na sua maioria, sabem exatamente o que se passa. Porque as palavras de nada servem. Porque não é fácil admitir que algo de errado se passa. Porque as lágrimas caem sem avisar e o cansaço é tanto que as horas que passo a dormir são o meu refúgio. Escrever sobre isto não me deixa confortável, de todo, mas é necessário. Por muitas razões.

Estou, neste momento, a lutar contra uma depressão. Não o digo - ou escrevo - de ânimo leve, mas (mesmo com toda a vergonha que sinto) escolhi um dia menos complicado para escrever sobre o assunto e ganhei coragem para o agendar para outra altura. Porque acredito que abordar estes temas é imprescindível. Porque não acontece só comigo. Acontece com milhões de pessoas. Acontece todos os dias. A vida dá muitas voltas, rouba-nos o tapete e faz-nos bater com o nariz no chão... e o mundo precisa de andar mais atento, de entender sintomas e não deixar tudo arrastar e piorar. Às vezes pode ser tarde de mais. Não quero que o seja - nem para mim, nem para vocês.

De há uns meses para cá, a minha ansiedade começou a manifestar-se de uma forma diferente. Para além do aperto no peito, das mãos geladas ou da irritabilidade… surgiu uma tristeza inconfundível, uma vontade de chorar constante, alguns pensamentos assustadores e um sentimento de inutilidade. Já não era só ansiedade. Assim. De repente. Por fraqueza ou cansaço… cedi. E, mais cedo ou mais tarde, caí no buraco negro. É aí que estou, com os abraços de quem sabe o que é melhor para mim mas não sabe bem o que pode fazer para me ajudar, com a obrigação de manter a rotina mesmo sabendo que tenho liberdade para a quebrar. Todos os dias são uma vitória.

Ainda não sei lidar com a vontade de chorar. Ainda não consigo perceber como alguém pode dormir um dia inteiro e, ainda assim, ter sono e conseguir dormir toda a noite também. Ainda não sei lidar com a dificuldade de sair da cama todas as manhãs, de não estar em silêncio, de não estar sozinha. Ainda não sei lidar com a falta de apetite ou com a roupa que continua a não servir. Ainda não consigo compreender a tristeza incontrolável que sinto. Ainda não sei bem o que se passa comigo - e para quem gosta de compreender tudo, de ser racional e de ter explicações lógicas… é um desafio.

Pouca gente irá compreender o que é adormecer todos os dias a chorar ou não conseguir medir o cansaço. Para quem tem a vida mais ou menos resolvida - ainda que com um assunto delicado em mãos - será difícil imaginar uma depressão. É isso que eu penso também; que esta situação não faz sentido nenhum e que o mundo é demasiado bonito para eu andar deprimida. E fico pior. Porque esta tristeza não passa, só cresce. Porque o sentimento de culpa agiganta-se. Porque o aperto no peito não desaparece, só me deixa mais cansada. Porque a vergonha de chorar supera a necessidade de o fazer para aliviar o que sinto, seja isto o que for.

Lidar com uma depressão sem saber que estamos envolvidos nesta confusão é absolutamente desgastante. E quando nos apontam esta doença, usando precisamente essa palavra, cai-nos a ficha e perguntamo-nos como conseguimos afundar-nos neste poço sem sequer nos apercebermos. Pior: agora que temos todos os sintomas à flor da pele e que já temos um nome para aquilo que estamos a viver, já não sabemos o que é estar verdadeiramente bem e em paz; sabemos que precisamos de algo diferente, mas queremos mesmo dormir para que a dor passe. 2018 deu-me algumas chapadas e atirou-me alguns baldes de água fria, mas confesso que foi este susto - com tudo o que lhe está associado - que me deixou de rastos. Afinal, não foi só um susto. Estou no meio de areia movediça.

Tenho chorado muito. Tenho-me sentido fraca. Tenho-me preocupado menos com a minha roupa. Não tenho usado maquilhagem todos os dias. O meu cabelo anda preso muitas vezes. A Carolina de há um ano não reconheceria a Carolina de agora. E é uma bola de neve que nunca derrete.

Conto pelos dedos de uma só mão o número de pessoas que têm conhecimento desta situação. Fingir que está tudo bem é relativamente fácil e evita muitas perguntas… mas não é real. Sei que os meus colegas e até alguns amigos diriam de imediato que o diagnóstico está errado, que eu deveria procurar mais opiniões, que é impossível eu estar a lidar com um monstro deste calibre se as nossas conversas se mantêm e os momentos não mudaram. Talvez por isso eu sinta necessidade de escrever sobre este tema. É mesmo necessário falar disto. É essencial compreender que uma depressão não se manifesta da mesma forma em toda a gente, que existem diferentes degraus nesta escada, tal e qual como acontece com a ansiedade. Um sorriso não tem de ser falso, mas não significa que tudo está bem.

Esta publicação não é um pedido de ajuda nem quero palmadinhas nas costas. Quero, sim, que fiquem atentos às pessoas da vossa vida. Que aprendam a detetar sintomas em vocês próprios. Que saibam salvar-se antes de cair no poço. Que aprendam a contrariar a situação - e que vos conheçam suficientemente bem para poderem fazê-lo. Que saibam enfrentar o monstro, em vez de fingirem que ele não existe. Quero, principalmente, que respeitem o vosso corpo e cada uma das pessoas que vos rodeia - nunca sabemos o que os outros estão a sentir ou o impacto que as nossas palavras e gestos podem ter. Hoje não é Dia Mundial da Doença Mental, mas estes temas devem ser abordados por muito difícil que seja. Por vezes, respirar é a tarefa mais difícil do dia… vamos ignorar as milhares de pessoas que se debatem com isso no seu quotidiano?

LISBOA, PORTUGAL | SAL Concept Store

No Largo de São Paulo, a SAL Concept Store surgiu de uma parceria com a "Branco sobre Branco", uma marca portuguesa que dá cartas na decoração de interiores e que tem projetos espalhados um pouco por todo o mundo. Nesta loja, todo o mobiliário e decoração pode ser personalizado - e isso é absolutamente fascinante - mas o conceito da SAL vai muito além da decoração. Entre peças que darão um toque especial a qualquer casa, há também peças de vestuário e jóias - um mundo para descobrir que o Lisboa Cool me levou a conhecer.

O céu é o limite nesta concept store. Os tecidos podem ser substituídos, as peças podem ser criadas à medida, os materiais podem ser alterados, o design pode ser adaptado, e caso não exista em loja aquele móvel que imaginámos, este também pode ser criado de raíz com a ajuda de quem sabe o que faz. Pessoalmente, fiquei conquistada não só pelos bancos (que já são icónicos na SAL) mas também pelas loiças, pelos caderninhos (quem gosta de escrever entende esta paixão, certo?) e pelos objetos decorativos. As peças mais cativantes ainda ficam um pouco fora do meu orçamento, mas não há dúvida que a qualidade e a exclusividade são duas características que definem bem a SAL Concept Store.


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