Thirteen

LISBOA, PORTUGAL | ICON

O Lisboa Cool dá-me a oportunidade de descobrir espaços espetaculares que provavelmente não conheceria de outra forma… e a ICON foi mais uma surpresa maravilhosa. Pelas fotografias e pelo conceito, mesmo antes de visitar eu percebi que esta loja tinha tudo a ver com o projeto… mas foi quando vi as peças de perto que percebi que também tem tudo a ver comigo.

Confesso que fiquei particularmente encantada com as peças de vestuário em algodão orgânico (as blusas roubaram o meu coração) e com a cerâmica tão bonita e portuguesa, mas na ICON encontrarão muito mais: candeeiros, quadros, serigrafias, blocos de notas, joalharia (…). Tudo o que é vendido na ICON é português, e há um bónus que dá um encanto extra à loja da Rua da Trindade: existe um espaço, dentro da pequenina loja, que é cedido aos artesãos e designers portugueses - para que possam ter um espaço de trabalho e, ao mesmo tempo, mostrar a quem quiser ver como são feitas as maravilhosas peças que por aqui encontramos. Se as compras de Natal ainda não estão todas feitas, esta pode muito bem ser a opção ideal - até porque há preços para todas as carteiras.

Instagram: @icon_shop.pt

BRAGA, PORTUGAL | Time To

Foi num momento de mãe e filha, daqueles que enchem o coração e que o mundo não permite que aconteçam tantas vezes como as que gostaríamos, que conheci o Time To. No centro histórico da cidade de Braga, num dia terrível de chuva e muito cinzento para nós, o espaço recebeu-nos com o seu ambiente confortável e a sua decoração rústica. 

Com a certeza de que há sempre tempo para um momento especial, o Time To fica na Rua D. Afonso Henriques e tem uma carta bastante variada. Os petiscos são diversificados, mas o destaque vai mesmo para as tostas, para o prego, para as sopas, paras tábuas de enchidos e para as saladas - pratos e petiscos que nos deixam satisfeitos tanto num almoço mais rápido como num jantar marcado com o objetivo de colocarmos a conversa em dia.

Como não podia deixar de ser, há relógios em toda a parte e uma clara referência ao tempo. Aqui é sempre uma boa hora para nos inspirarmos, para esquecermos os compromissos e as agendas, para trocar novidades e para nos sentirmos em casa.


Instagram: @carolinanelas

SAÚDE | É preciso falar disto.

Este é o texto mais difícil que já escrevi. Hesitei muito antes de o escrever (e ainda mais antes de decidir publicá-lo). Porque é algo muito particular. Porque é um tema delicado e até polémico. Porque nem as pessoas à minha volta, na sua maioria, sabem exatamente o que se passa. Porque as palavras de nada servem. Porque não é fácil admitir que algo de errado se passa. Porque as lágrimas caem sem avisar e o cansaço é tanto que as horas que passo a dormir são o meu refúgio. Escrever sobre isto não me deixa confortável, de todo, mas é necessário. Por muitas razões.

Estou, neste momento, a lutar contra uma depressão. Não o digo - ou escrevo - de ânimo leve, mas (mesmo com toda a vergonha que sinto) escolhi um dia menos complicado para escrever sobre o assunto e ganhei coragem para o agendar para outra altura. Porque acredito que abordar estes temas é imprescindível. Porque não acontece só comigo. Acontece com milhões de pessoas. Acontece todos os dias. A vida dá muitas voltas, rouba-nos o tapete e faz-nos bater com o nariz no chão... e o mundo precisa de andar mais atento, de entender sintomas e não deixar tudo arrastar e piorar. Às vezes pode ser tarde de mais. Não quero que o seja - nem para mim, nem para vocês.

De há uns meses para cá, a minha ansiedade começou a manifestar-se de uma forma diferente. Para além do aperto no peito, das mãos geladas ou da irritabilidade… surgiu uma tristeza inconfundível, uma vontade de chorar constante, alguns pensamentos assustadores e um sentimento de inutilidade. Já não era só ansiedade. Assim. De repente. Por fraqueza ou cansaço… cedi. E, mais cedo ou mais tarde, caí no buraco negro. É aí que estou, com os abraços de quem sabe o que é melhor para mim mas não sabe bem o que pode fazer para me ajudar, com a obrigação de manter a rotina mesmo sabendo que tenho liberdade para a quebrar. Todos os dias são uma vitória.

Ainda não sei lidar com a vontade de chorar. Ainda não consigo perceber como alguém pode dormir um dia inteiro e, ainda assim, ter sono e conseguir dormir toda a noite também. Ainda não sei lidar com a dificuldade de sair da cama todas as manhãs, de não estar em silêncio, de não estar sozinha. Ainda não sei lidar com a falta de apetite ou com a roupa que continua a não servir. Ainda não consigo compreender a tristeza incontrolável que sinto. Ainda não sei bem o que se passa comigo - e para quem gosta de compreender tudo, de ser racional e de ter explicações lógicas… é um desafio.

Pouca gente irá compreender o que é adormecer todos os dias a chorar ou não conseguir medir o cansaço. Para quem tem a vida mais ou menos resolvida - ainda que com um assunto delicado em mãos - será difícil imaginar uma depressão. É isso que eu penso também; que esta situação não faz sentido nenhum e que o mundo é demasiado bonito para eu andar deprimida. E fico pior. Porque esta tristeza não passa, só cresce. Porque o sentimento de culpa agiganta-se. Porque o aperto no peito não desaparece, só me deixa mais cansada. Porque a vergonha de chorar supera a necessidade de o fazer para aliviar o que sinto, seja isto o que for.

Lidar com uma depressão sem saber que estamos envolvidos nesta confusão é absolutamente desgastante. E quando nos apontam esta doença, usando precisamente essa palavra, cai-nos a ficha e perguntamo-nos como conseguimos afundar-nos neste poço sem sequer nos apercebermos. Pior: agora que temos todos os sintomas à flor da pele e que já temos um nome para aquilo que estamos a viver, já não sabemos o que é estar verdadeiramente bem e em paz; sabemos que precisamos de algo diferente, mas queremos mesmo dormir para que a dor passe. 2018 deu-me algumas chapadas e atirou-me alguns baldes de água fria, mas confesso que foi este susto - com tudo o que lhe está associado - que me deixou de rastos. Afinal, não foi só um susto. Estou no meio de areia movediça.

Tenho chorado muito. Tenho-me sentido fraca. Tenho-me preocupado menos com a minha roupa. Não tenho usado maquilhagem todos os dias. O meu cabelo anda preso muitas vezes. A Carolina de há um ano não reconheceria a Carolina de agora. E é uma bola de neve que nunca derrete.

Conto pelos dedos de uma só mão o número de pessoas que têm conhecimento desta situação. Fingir que está tudo bem é relativamente fácil e evita muitas perguntas… mas não é real. Sei que os meus colegas e até alguns amigos diriam de imediato que o diagnóstico está errado, que eu deveria procurar mais opiniões, que é impossível eu estar a lidar com um monstro deste calibre se as nossas conversas se mantêm e os momentos não mudaram. Talvez por isso eu sinta necessidade de escrever sobre este tema. É mesmo necessário falar disto. É essencial compreender que uma depressão não se manifesta da mesma forma em toda a gente, que existem diferentes degraus nesta escada, tal e qual como acontece com a ansiedade. Um sorriso não tem de ser falso, mas não significa que tudo está bem.

Esta publicação não é um pedido de ajuda nem quero palmadinhas nas costas. Quero, sim, que fiquem atentos às pessoas da vossa vida. Que aprendam a detetar sintomas em vocês próprios. Que saibam salvar-se antes de cair no poço. Que aprendam a contrariar a situação - e que vos conheçam suficientemente bem para poderem fazê-lo. Que saibam enfrentar o monstro, em vez de fingirem que ele não existe. Quero, principalmente, que respeitem o vosso corpo e cada uma das pessoas que vos rodeia - nunca sabemos o que os outros estão a sentir ou o impacto que as nossas palavras e gestos podem ter. Hoje não é Dia Mundial da Doença Mental, mas estes temas devem ser abordados por muito difícil que seja. Por vezes, respirar é a tarefa mais difícil do dia… vamos ignorar as milhares de pessoas que se debatem com isso no seu quotidiano?

LISBOA, PORTUGAL | SAL Concept Store

No Largo de São Paulo, a SAL Concept Store surgiu de uma parceria com a "Branco sobre Branco", uma marca portuguesa que dá cartas na decoração de interiores e que tem projetos espalhados um pouco por todo o mundo. Nesta loja, todo o mobiliário e decoração pode ser personalizado - e isso é absolutamente fascinante - mas o conceito da SAL vai muito além da decoração. Entre peças que darão um toque especial a qualquer casa, há também peças de vestuário e jóias - um mundo para descobrir que o Lisboa Cool me levou a conhecer.

O céu é o limite nesta concept store. Os tecidos podem ser substituídos, as peças podem ser criadas à medida, os materiais podem ser alterados, o design pode ser adaptado, e caso não exista em loja aquele móvel que imaginámos, este também pode ser criado de raíz com a ajuda de quem sabe o que faz. Pessoalmente, fiquei conquistada não só pelos bancos (que já são icónicos na SAL) mas também pelas loiças, pelos caderninhos (quem gosta de escrever entende esta paixão, certo?) e pelos objetos decorativos. As peças mais cativantes ainda ficam um pouco fora do meu orçamento, mas não há dúvida que a qualidade e a exclusividade são duas características que definem bem a SAL Concept Store.


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LISBOA, PORTUGAL | Saboreia Chá e Café

Nunca vou esquecer o dia em que a Inês atravessou Lisboa para celebrar comigo o meu aniversário num espaço simpático do Parque das Nações. Foi no "Saboreia Chá e Café" que nos encontrámos em Novembro - depois de meses sem nos vermos! - e foi neste cantinho escondido que saboreámos um lanchinho tipicamente inglês depois do primeiro dia do #WebSummit.

Não conhecia o espaço - deixei a escolha nas mãos da Inês, na verdade - mas o nome parecia certeiro, e ainda que tenha sido um pouco difícil de encontrar, foi a opção perfeita para duas apreciadoras de chá. 

Entre conversas, saboreámos o Earl Grey (que vinha quente mas não a ferver, para minha surpresa!) e os scones com doce, e os sorrisos foram constantes. Enquanto a chávena me aquecia as mãos, o postal da Inês e a sua presença aqueceram-me o coração - numa época difícil, gestos destes valem ouro. As restantes opções da carta de chás deixaram-nos curiosas (desde as mais tradicionais às mais arrojadas como baunilha, gengibre champagne ou melancia), mas desta vez decidimos jogar pelo seguro, sem arrependimentos.

As protagonistas do momento fomos nós, como só assim poderia ser, mas o espaço acolheu-nos de uma forma tão bonita que será sempre especial. Apesar de ficar um pouco fora-de-mão, merece muito uma visita (sobretudo num final de tarde frio e cinzento - torna tudo ainda mais acolhedor).


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