Thirteen

CINEMA | Ram Dass, Going Home [2017]

Talvez não tenha visto este documentário na fase certa. Quando falamos de reflexões sobre questões tão delicadas como a espiritualidade ou a morte, é difícil perceber se a nossa opinião atual está relacionada com as nossas experiências de vida ou com a qualidade do documentário em si. 

"Ram Dass, Going Home" deixou-me essa dúvida - não sei se não me trouxe algum alento por causa da monotonia ou se, por outro lado, não me trouxe algum alento por não o ter visto na altura ideal. Tenciono, daqui a uns anos, vê-lo novamente para eliminar as dúvidas, mas para já posso dizer-vos que esta aposta não terá sido a mais acertada para mim - não me inspirou, não me deixou mais calma, não me fez ver os meus medos de uma nova perspetiva.

O documentário é curto e narrado na primeira pessoa. Ao longo de 35 minutos, Ram Dass - escritor, investigador e, mais tarde, mentor espiritual - reflete sobre a sua própria vida, a forma como encarava e passou a encarar a morte, o amor, o impacto (positivo) que o AVC teve na sua vida, o destino e tudo aquilo que não controla mas que aceita.

Ram Dass está preparado para o fim da sua jornada, e essa sua tranquilidade causa-me alguma confusão. A minha avó queria muito viver, lutou até ao último segundo, dizia sempre que não ia morrer, que ia ficar bem, que não era um hospital que a ia derrubar, que era forte - e era isso tudo: apaixonada pela vida, corajosa e uma lutadora exemplar. Numa altura muito difícil, em que as (poucas) crenças que eu tinha desapareceram por completo e numa fase em que me sinto revoltada, faz-me confusão ouvir alguém dizer que está preparado para morrer ou que o aceita da melhor forma.

"Ram Dass, Going Home" é um documentário simples, que não se refere a uma religião em particular - e este ponto é positivo. Eu, que não acredito em Deus (em nenhum formato), senti-me mais próxima do narrador por conseguir perceber que ele se referia às boas ações, ao amor, à liberdade, à tranquilidade e à felicidade - isto todos conseguimos compreender, certo? Baseado na sabedoria Oriental, Ram Dass deixa-nos, apesar de tudo, a pensar - podemos não perceber como é capaz de aceitar a morte desta forma tão calma, mas também nos faz refletir sobre aquilo que podemos mudar, sobre viver com significado e sobre o que é realmente estar grato pelo que temos, pelo que vivemos e pelo que somos.

EVENTO | Braga In The Night

A Rádio Comercial esteve em Braga no passado dia 6 de Abril para uma estreia. O "Braga In The Night", com Pedro Ribeiro, Nuno Markl, Vasco Palmeirim, Vera Fernandes e Ricardo Araújo Pereira, teve destaque no novíssimo Altice Forum e os bilhetes esgotaram em menos de nada.

A minha curiosidade não era muita, mas numa fase de medos e a precisar de momentos invulgares em família, alinhei. No primeiro sábado do mês, lá fui eu, com os meus pais, até ao Altice para ouvir a Mixórdia de Temáticas e as músicas do Vasco. Ao longo de duas horas, e sem a presença de Ricardo Araújo Pereira - que não pôde estar presente, infelizmente -, voltamos a ouvir as músicas que nos fizeram rir em tantas viagens de carro ao longo dos últimos anos, e ficamos a conhecer alguns momentos dos protagonistas. 

O espetáculo não teve o formato que eu esperava e isso desiludiu-me. Se não tivesse ido não ficaria arrependida - foram músicas (parvas, pois claro!) umas atrás das outras e isso aborreceu-me. As expectativas definem, em parte, a opinião sobre os eventos e neste caso posso dizer que o Braga In The Night ficou aquém das minhas expectativas - teve piada, deu para rir... mas foi só isso. Não chorei de tanto rir, não ri às gargalhadas, o tempo não passou a voar. O "Braga In The Night" foi apenas giro, mas deu para compreender porque é que a Rádio Comercial tem a dimensão que tem.

O que faltou? A Mixórdia de Temáticas, um espetáculo menos planeado, uma maior ligação com o público. O que surpreendeu? A energia do público, a diversão genuína da equipa e os artistas convidados (Ana Moura, Quatro e Meia, Ana Bacalhau, Tiago Nacarato e Fernando Daniel), que podiam ter feito parte do evento de outra forma, mas que apareceram durante dez minutinhos para um momento musical de qualidade. 

VIDA PROFISSIONAL | Olá, Guimarães!

O By Cool World apresenta esta semana o Guimarães Cool. Depois de Braga, Lisboa, Porto e Nova Iorque, lançamos uma plataforma inteiramente dedicada à Cidade-Berço.

Apesar de ser uma cidade mais pequena do que as que trabalhámos até agora, Guimarães tem muito para oferecer e merecia este destaque. O Norte do país é cada vez mais procurado por quem gosta de descobrir a essência de Portugal e esta é uma cidade que, para além de estar habituada a receber turistas de várias partes do mundo, tem muito para oferecer a quem por ali vive. Depois de experiências tão fantásticas noutras cidades portuguesas, não fazia sentido não apostar em Guimarães, tão perto e tão especial (rivalidades à parte). 

É com muito orgulho que posso afirmar que o By Cool World é uma referência para turistas que visitam as cidades em que estamos presentes, mas também para locais que procuram experiências autênticas nas próprias cidades. Ver mais uma cidade no mapa do By Cool é a prova de que, quando trabalhamos, os resultados aparecem.

O Guimarães Cool tem como objetivo sugerir os melhores espaços da cidade para dormir, comer, visitar e comprar e tem ainda uma agenda (onde estarão disponíveis os eventos da cidade) e um blogue onde serão partilhadas algumas novidades e notícias sobre a cidade. Espreitem!

DECORAÇÃO | Para a Madrinha

O Domingo de Ramos tem especial destaque em Braga. A tradição diz que os afilhados devem, neste dia, oferecer aos padrinhos um raminho de oliveira benzido pelo sacerdote. É um presente simbólico, sendo que noutras partes do mundo são oferecidas folhas de outras árvores, como é o caso da palmeira.

Sinto-me sempre especialmente grata neste dia. Não pelo valor religioso que se associa à data, mas por sentir que os meus pais não poderiam ter escolhido melhores padrinhos para mim. Acertaram em cheio, porque o meu padrinho fazia parte do meu quotidiano até falecer, e a minha madrinha não se limitou a acompanhar-me durante a minha infância - ainda hoje é uma pessoa fundamental para mim. Este dia serve, precisamente, para mostrar aos padrinhos (de uma forma mais especial e com um destaque diferente) que são importantes e que estamos gratos por saber que aceitaram assumir este papel.

E ainda que a tradição mencione os raminhos de oliveira, na minha família temos o hábito de oferecer diferentes plantas ou presentes mais pensados. Este ano optei por algo intemporal: um quadro do Ilustrados Design Studio, que aproveitei para ver de perto no Ritzy Maket e que, de uma forma subtil, me lembra a minha (nossa) avó, que sempre nos incentivou a sonhar.

Às vezes precisamos que alguém nos lembre que não podemos parar de sonhar, que ser sonhador é uma coisa boa, que a nossa vida precisa da motivação que os sonhos nos dão. Acredito que ela tenha gostado tanto como eu e que se lembrará de mim quando passar por ele lá em casa. 


A ilustração do Fernando Pessoa é criada com uma caneta destas, que permite desenhos 3D.

THIRTEEN STUDIO | Roma

O nome vem da ligação automática que fazemos entre as cores e a cidade italiana, e apesar de o apelidarmos de necessaire, a verdade é que é suficientemente versátil para ser utilizado não só para essa finalidade, mas também como organizador de carteira, saquinho para o lanche, bolsinha de maquilhagem, estojo de primeiros-socorros para ter no carro ou no trabalho (...). Todo um mundo de possibilidades!

As encomendas podem ser realizadas no Instagram do Thirteen Studio (@thirteenstudio.pt) ou através do email da marca: hello@thirteenstudio.pt.