Quando estive em Nova Iorque visitei o Memorial do 11 de Setembro. E se por um lado senti que as vítimas do atentado estavam MESMO a ser homenageadas ali, por outro experimentei também uma sensação de impotência e pequenez. Afinal, até onde vai a maldade do Homem?
O Ground Zero liberta uma carga emocional enorme e as vítimas têm mesmo um lugar de destaque tanto no espaço exterior - solene, de reflexão, de respeito, de silêncio - como no Museu (que foi aberto ao público em 2014 e que, por isso, não tive oportunidade de visitar). Todos os nomes estão gravados à volta das duas estruturas construídas nos locais onde as Torres existiam e isso dá-nos uma perspectiva diferente perante o ataque. As pessoas não são números. Têm nomes, famílias, histórias, objectivos.
O Memorial do 11 de Setembro é um murro no estômago. Acaba por ser um espaço bem pensado pelo som da água e pela sombra das árvores que nos transmitem alguma tranquilidade mas não deixa de ter o significado que tem e não há nada que nos faça esquecer as imagens dos aviões, das torres, das vítimas desesperadas que saltaram dos andares mais altos, dos bombeiros, do fumo.
É um local pesado mas é também um local que quero visitar novamente. Sei que vai ser complicado lidar com as emoções ao visitar o Museu do Memorial (que, segundo o que sei, recolhe todos os elementos que, de alguma forma, fizeram parte do ataque - desde as mensagens deixadas pelas vítimas às colunas que sobraram da destruição das Torres - e destaca os falecidos como individuais ao expôr as suas fotografias e ao dar ao visitante a oportunidade de saber mais sobre cada um deles) mas é algo que tenho que fazer se a oportunidade voltar a surgir. Mesmo sendo um murro no estômago, é um daqueles murros no estômago que todos precisamos de vez em quando, que nos tornam mais humanos e sensíveis.
Arrepiei-me completamente ao ler este post. É mesmo triste haver gente tão ruim!
ResponderEliminarConcordo com a Caty! E esse é um dos sítios que quero visitar em ny pela curiosidade dos sentimentos que vai causar em mim
ResponderEliminarGostava de um dia visita-lo.
ResponderEliminarEspero um dia ter o prazer de visitar! Beijinhos.
ResponderEliminarLembro-me de ser pequena na altura dos atentados e das noticias que passavam de minuto a minuto. Acho que a partir daquele minuto o mundo nunca mais foi o mesmo. Nem nunca será. De dia para dia é só noticias de este matou aquele etc etc.
ResponderEliminarDeve ser um conjunto de emoções gigantes. Espero que um dia possa visitar o memorial e o museu.
ResponderEliminarCertamente vai ser um dos pontos a visitar, quando a oportunidade surgir!
ResponderEliminarGostava muito de um dia poder visita-lo!
ResponderEliminarAdorei a tua abordagem e, tal como a Caty, arrepiei-me ao ler este post!!
Adorava lá ir, deve ser um misto de emoções !
ResponderEliminarEu espero um dia ter a oportunidade de o visitar, mas tenho a certeza de que irei chorar baba e ranho. Já vi imensos documentários sobre o assunto e em todos chorei. Pelo desespero e pelo medo que aquelas pessoas sentiram. E as ligações às famílias? Não aguento mesmo!
ResponderEliminarEssas imagens nunca serão esquecidas, principalmente as das pessoas que se atiraram!
Sua sortuda, quem me dera, Nova Iorque! E sim, este é sem dúvida daqueles locais que não passam despercebidos.
ResponderEliminarBom relato que aqui fazes...é como dizes, é um murro no estômago que quero levar um dia. Ainda no último ensaio no teatro usamos este acontecimento como base para um exercício - e se no início foi só "a solução mais fácil" para um exercício que tínhamos que fazer, acabou por se tornar numa coisa que, com meia dúzia de folhas de papel, nos arrepiou precisamente por causa da questão de serem pessoas com histórias por trás as que faleceram neste triste acontecimento...
ResponderEliminarJiji
Uma realidade que todos devemos encarar mais dia menos dia. No ano passado, em Amesterdão, também visitei o Memorial às Vítimas do Holocausto, assim como o Teatro Hollandsche Schouwburg onde inúmeras vítimas fora colocadas em condições lastimáveis antes de serem levadas para os campos de concentração. Durante essa visita, conhecemos o sobrinho de uma das vítimas e ouvimos um pouco da história. Foi uma realidade mesmo dura de conhecer, porém, fez-me reflectir e crescer imenso.
ResponderEliminarDesejo ardentemente que, um dia, tenhas a possibilidade de visitar o Museu em Nova Iorque.