Entrei no recinto do NOS Alive este ano com uma postura muito diferente daquela que tive em 2014. Se há uns anos eu queria ver os artistas de perto e aproveitar ao máximo o palco principal, desta vez - e talvez devido às circunstâncias - tive uma postura muito mais relaxada. Eu quis ver os artistas do Palco NOS, sim, mas permiti-me explorar o recinto sem sentimentos de culpa ou arrependimentos. No primeiro dia do Festival eu queria ver e ouvir Alt-J, The XX e The Weekend mas queria, também, aproveitar o meu primeiro dia de férias e descontrair.
A entrada no recinto foi mais demorada do que o habitual - este ano houve mais controlo - mas o ambiente cool e positivo que caracteriza o NOS Alive manteve-se e a organização trabalhou incansavelmente para receber da melhor forma os festivaleiros que enfrentavam as filas e o sol e para lhes oferecer uma área de alimentação mais completa do que nos anos anteriores. Os concertos, por sua vez, não desiludiram.
The XX foi o meu concerto favorito do dia (e da noite). A banda deu um concerto energético com uma qualidade inegável (fico sempre encantada quando as vozes dos artistas ao vivo são iguais às vozes gravadas em estúdio) e conseguiu alegrar um público que, na maioria, estava apenas a guardar lugar para o concerto seguinte. De louvar.
The Weekend não desiludiu mas soube a pouco. Tinham-me dito que, ao vivo, ele cantava mal e isso não é, de todo, verdade - palavra de Carolina. No entanto, por ter escolhido um alinhamento que não nos permitia sentir o fim da música antes de passar para a seguinte, Abel acabou por despachar o concerto e por terminá-lo de uma forma brusca. O concerto em si foi bom e energético (apesar do meu cansaço nítido) mas fiquei a sentir que faltava qualquer coisa.
Alt-J é Alt-J. Não sei se é uma banda para o Palco NOS mas é, sem dúvida, uma banda que nos faz sentir bem e que faz com que os sentimentos fiquem à flor da pele. Já li vários comentários comparando este concerto com o de 2015 e, no geral, a taça vai para o de 2015 mas uma vez que este foi o meu primeiro concerto de Alt-J, os arrepios e sorrisos estiveram lá do início ao fim.

A minha opinião - também já partilhada - vai totalmente de encontro à tua! :D
ResponderEliminarBeijinho*
Aii também gostava tanto de ter ido ao Alive! Ainda por cima já nem sei quando foi a última vez que fui a um festival. Isto de só haver cartazes que gosto lá na capital não está com nada :p
ResponderEliminarA Girl in Mint Green
Também estive lá (no mesmo dia e pelos mesmos artistas, curiosamente) e inclusive já falei sobre o mesmo no Bookaholic; concordo totalmente com o que dizes sobre o concerto dos The XX, foi tão, tão bom! Quanto a The Weeknd, adorei o concerto e a presença dele em palco, mas fiquei com a sensação de que foi muito pouco para o cabeça de cartaz. Gostei muito do teu post e de ler o que achaste!
ResponderEliminarBeijinhos e bons posts,
Bia do Bookaholic.
Engraçado como no mesmo espaço tudo é diferente para cada pessoa. Eu não conhecia Alt-j e apaixonei-me :D Vibrei, chorei, cantei com The XX o concerto tão bonito, emocionante, permitiu entrar em êxtase/apatia ao vê-los a cantar. São incríveis. Vi lá à frente The XX e por isso tenho uma percepção diferente, quando terminou o concerto saiu os fãs de XX para entrar The Weeknd. A noite podia ter terminado ali, o Abel para mim foi para descomprimir e dançar. Vendo lá bem atrás, achei que o Abel tá se portou bem, mas para mim o concerto mais fraco do Alive.
ResponderEliminarBeijinhooo
Rtissima Blog
Ainda bem que correspondeu às expectativas.
ResponderEliminarA tua opinião sobre o concerto do The Weeknd é exatamente aquilo que senti. Mas espero mesmo muito que regresse, numa sala que imponha maior intimidade.
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