Thirteen

BERLIM, ALEMANHA | 5 Dicas e Curiosidades

A mistura de culturas não se apresenta de forma positiva | Ao contrário de Londres ou Barcelona, onde pessoas de várias partes do mundo se unem e criam dinâmicas maravilhosas, em Berlim - talvez pelas marcas de uma guerra que não aconteceu há tanto tempo assim - isso não acontece. Nos arredores, deparamo-nos com ruas multiculturais e restaurantes turcos e indianos, mas no centro da cidade poucas são as pessoas (sobretudo mais velhas) que se mostram simpáticas a quem não é alemão.

Existe uma taxa para as garrafas de plástico | Quando compramos uma garrafa de água, por exemplo, pagamos um extra - uma taxa que tenta combater o uso excessivo de plástico - e recuperamos o valor quando reciclamos a garrafa em questão. Este processo, chamado Einwegpfand ou somente Pfand, está associado a cupões que podem ser descontados nas compras: no supermercado existe uma máquina que recebe as garrafas do cliente (aceitando apenas as que têm código de barras e que estão em bom estado), soma o valor total e, quando o cliente finaliza a operação, emite um cupão de desconto. Por cada garrafa reciclada, o cliente recupera 25 cêntimos.

O "Berlim Welcome Card" é uma grande mais valia |
Existem cartões para diferentes períodos de tempo (podem ver tudo AQUI) mas a modalidade mais interessante deste cartão é a de 72h que inclui, também, a Museumsinsel. Por 45 euros têm acesso gratuito a muitos museus e monumentos, transportes públicos sem limites de viagens e ainda descontos especiais em imensas atividades, pontos turísticos, visitas guiadas, lojas, restaurantes e espetáculos.

Inglês? Nem pensar! | Em Berlim, senti um patriotismo quase doentio. As pessoas recusaram-se, na sua grande maioria, a falar inglês connosco (mesmo nos pontos turísticos). Em Berlim, usámos pela primeira vez o nosso bilhete de Interrail e surgiu-nos uma questão no dia em que iríamos viajar. Na Estação de Comboios, no ponto de informações, as pessoas não conversaram connosco e não nos esclareceram, dizendo-nos (no seu idioma, é claro) que se nós não falávamos alemão, então ali também não falavam inglês.

O símbolo da cidade é o urso |
Está no brasão de armas da cidade e está espalhado por vários locais. Lembram-se da Cow Parade, em que artistas, monumentos e empresas podiam decorar uma vaquinha? É o mesmo conceito, mas com ursos! Enquanto caminhávamos pela cidade, fomos descobrindo os ursos mais originais, nos sítios mais improváveis - e a competição para encontrar os ursos foi renhida. Aqui entre nós, acho que a palavra que dissemos mais vezes neste Inter Rail foi mesmo "URSO!".










Mais sobre Berlim: A Estadia

5 comentários:

  1. Sempre tive a sensação que a própria Alemanha não é um país muito aberto à diversidade de línguas, nem de culturas, nem de nada que não seja alemão. Faz-me crer que as ideias do passado ainda estão enraizadas na mente da população, pelo menos da mais velha e conservadora, e isso assusta-me. Talvez seja por isso que é um país que não me fascina.

    Por outro lado, aplaudo o que fazem para combater o uso excessivo de plástico!

    ResponderEliminar
  2. Aff se há cidade na Europa onde eu não gostava de viver era em Berlim - confesso, tenho um preconceito demoníaco relativamente à frieza dos alemães (embora nunca lá tenha posto os pés lol). Têm um lado eficiente e prático que adoro, mas raios, empatia claramente não é com eles!

    Jiji

    ResponderEliminar
  3. Por acaso já tinha ouvido falar dessa falta de empatia do povo alemão, mas porra, essa de não falarem inglês é algo completamente ridículo.
    Ao menos preocupam-se com ambiente, pois essa ideia do plástico faz todo o sentido.
    Gostei de ficar a saber certas coisas e fico à espera de mais sobre essa viagem :)

    ResponderEliminar
  4. Também tive um stress num museu com uma pessoa que não falava uma palavra de inglês e ainda por cima foi arrogante, nem tentou explicar nem que fosse por gestos o que estava a querer dizer, que era tão simplesmente que eu tinha de por a mochila à frente... De resto adorei a cidade e todos foram prestáveis e simpáticos, tirando esse episódio. É um local onde adoraria morar, das minhas cidades preferidas de sempre. Não só pela história que transmite a cada canto mas também pela sua diversidade e liberdade.

    ResponderEliminar
  5. Epá, eu não gostei nada de Berlim, para ser honesta. Por acaso não apanhei ninguém que não falasse comigo em inglês, mas eu também estava a viajar sozinha, às vezes as pessoas são mais acessíveis assim. Gostei imenso dos meus hosts de couchsurfing e de todas as pessoas com quem me cruzei. Até foram bastante queridos, especialmente nos museus (p.e.
    esqueci-me do cartão de estudante e mesmo assim o sr. vendeu-me o passe de estudante). Mas a cidade é demasiado arrebatadora para mim; demasiado movimento, demasiada gente, demasiado tudo. Pareceu-me uma Lisboa em ponto grande; neste momento, prefiro muito mais sítios mais calmos :)
    Vivi na Estónia e eles lá também têm isso da retoma nas garrafas e latas; cada vez que fazíamos uma festa em casa ainda ganhávamos uns trocos ehe

    ResponderEliminar