Thirteen

MARKETING DIGITAL | A Criação da Persona

Trabalhar para atingir um público-alvo específico pode ser complicado e a criação de uma (ou várias) personas vem facilitar esta tarefa. Em Marketing, uma persona não é mais do que o estereótipo do cliente ideal. Tem nome, tem idade, tem interesses. É uma personagem fictícia e uma parte essencial da estratégia (seja ela digital ou não) - se temos algo para oferecer e se queremos criar uma comunidade à volta daquilo em que trabalhamos, é fundamental ter consciência das limitações e preferências do nosso público. Podemos estar a falar de um blogue, de uma marca, de uma empresa ou de qualquer outro projeto - se queremos levá-lo mais longe, definir uma estratégia e saber para quem estamos a comunicar é essencial.

Fazendo as perguntas certas, conseguimos chegar a uma personagem que nos irá ajudar a pensar e a agir de forma produtiva, tomando decisões direcionadas a um perfil concreto. Uma persona é baseada em dados reais - as estatísticas são importantes neste processo - e quando já temos uma base de clientes ou de seguidores, é ainda mais simples de construir. Quando estamos a falar de vários tipos de público, é importante que haja uma persona a representar cada um desses públicos.

Existe uma confusão entre persona e público-alvo. A principal diferença é que o segundo conceito é mais abrangente. Na prática, um público-alvo é uma coisa mais global (ex: mulheres entre os 25 e os 35 anos, licenciadas e que viajam pelo menos uma vez por ano) enquanto que uma persona é algo mais detalhado (a Joana tem 27 anos, é licenciada em comunicação social, fala português, inglês e espanhol, gosta de escrever, vive num T2 com o namorado, não é vegetariana, sonha em visitar a Austrália, costuma comprar em lojas de fast-fashion mas tem algumas peças de roupa mais caras de marcas de luxo e acompanha blogues portugueses e ingleses). A estratégia que construímos será diferente se pensarmos numa parte da sociedade ou numa personagem em particular - a segunda opção permite-nos trabalhar de forma mais humana e focada. Eu sei, por exemplo, que o Thirteen é lido por dois tipos de pessoas e tento trabalhar a minha comunicação nesse sentido - tenho duas personas definidas.

Como se chama? Que idade tem? Qual a sua profissão? O que gosta de fazer nos tempos livres? Onde vive? Costuma viajar? Prefere praia ou cidade? Tem animais de estimação? Lê blogues? Vê vídeos no Youtube? Como gosta de se vestir? Onde vai buscar informação? Vive sozinho? Vive em Portugal? É casado? É aventureiro? Que séries vê? Tem filhos? Costuma ir ao cinema? Gosta de ler? Quer continuar a viver em Portugal? Costuma ir a Festivais de Verão? Gosta de cerveja? Vai ao ginásio? É influenciado pelo que vê nas redes sociais? Prefere vinho branco ou tinto? Gosta de comida condimentada? Usa o computador com frequência ou faz tudo através do smartphone? - estas poderão algumas perguntas úteis na criação da(s) vossa(s) persona(s), sendo que o setor ou temática do vosso projeto irá influenciar a relevância de cada uma delas.

2 comentários:

  1. Que interessante! Nunca tinha pensado assim!
    Realmente faz sentido e torna mais fácil esta comunicação, pelo menos, em contexto de blogue!
    Obrigada pela partilha :)

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  2. Lembro-me perfeitamente de falar disto nas aulas de marketing e foi das minhas partes favoritas! Para mim, que venho da Sociologia, faz todo o sentido comunicar para um público personificado numa pessoa ideal, ajuda-nos a concretizar mais as estratégias e ter uma perspetiva muito mais realista! :)


    Bejinhos,

    Daniela

    http://www.palavrapadrao.com/

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