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BERLIM, ALEMANHA | Holocaust Memorial

É pouco provável que desconheçam o "Memorial aos Judeus Mortos na Europa" - ou "Memorial do Holocausto", como é habitualmente apelidado - em Berlim. Mesmo que nunca tenham lá estado, tenho a certeza que (re)conhecem o monumento constituído por pedras de diferentes alturas, dedicado aos milhões de judeus mortos durante o regime nazi.

A ideia de construir um memorial para as vítimas do Holocausto surgiu em 1988, mas foi em 1999 que tudo ficou decidido. Em Maio de 2005, nas celebrações do fim da II Guerra Mundial, o Memorial foi inaugurado no local que antes fazia parte da "zona da morte". Os caminhos instáveis e os blocos altos fazem confusão a algumas pessoas e provocam tonturas - precisamente para simbolizar a falta de conhecimento perante o que estava a acontecer e a atmosfera terrível da época.

Aquilo que provavelmente não sabem - e que eu também desconhecia até antes de planearmos a viagem - é que no piso inferior existe um museu - gratuito - verdadeiramente focado nas vítimas do Holocausto. A experiência é absolutamente arrepiante, mas necessária. A sala subterrânea - "Ort der Information" (Ponto de Informação) - tem 800 metros quadrados e documenta a perseguição e o extermínio dos judeus através de uma exposição muito completa, com detalhes biográficos das famílias que foram vítimas do nazismo. Números, cartas, nomes, histórias que estão incompletas, testemunhos de sobreviventes. 

Um dos elementos mais marcantes neste local foi a uma gravação (na primeira pessoa) de uma mulher, sobrevivente, que implorou aos guardas que os seus filhos pequenos ficassem com a avó (já que não poderiam ficar com ela, a mãe). Mais tarde, percebeu que por causa desse pedido eles foram imediatamente condenados. Morreram naquele dia, assim como a avó. 

Como se vive depois disto? Como podemos ser, enquanto humanos, tão desumanos? Esta viagem foi, definitivamente, intensa, e o "Memorial aos Judeus Mortos na Europa" foi não só arrepiante mas também preocupante - o mundo não mudou assim tanto.









2 comentários:

  1. Em dias como os que vivemos, era importante que mais pessoas soubessem esta parte negra da História. Temos a memória tão curta...

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