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MARKETING DIGITAL | Sobre os Influenciadores Digitais

Estou, neste momento, a ler um livro (muito) interessante sobre a forma como o ambiente e as pessoas que nos rodeiam nos influenciam, e inevitavelmente senti que estava na altura de escrever sobre influenciadores digitais e o seu verdadeiro poder. Não porque está na moda ou porque tem havido uma demonização das redes sociais (falamos sobre isso noutra altura), mas porque as relações públicas e os influenciadores digitais são, realmente, uma parte importante da estratégia de Marketing. Seria o caminho óbvio tendo em conta a evolução da sociedade.

Basta pensarmos nas publicidades mais banais para percebermos que existem influenciadores desde sempre (apenas não eram apelidados desta forma). De repente, estou a lembrar-me das celebridades que fazem propaganda a produtos de emagrecimento, a ginásios ou a suplementos alimentares nas televendas - toda a gente sabe que é publicidade, mas a verdade é que continua a resultar (nos Estados Unidos, as televendas continuam a ser uma fonte de rendimento extraordinária; um verdadeiro caso de estudo). Existe um poder aspiracional em cada uma dessas publicidades - e ser influenciador é precisamente isso: fazer com que outras pessoas ambicionem ter o mesmo, ser um pouco mais parecidas com quem acompanham atentamente. É mau? Não. Faz parte da vida em sociedade e da necessidade de pertença - se é online (e, portanto, digital) ou na mesa de café, não importa; as marcas querem vender.

O que muita gente não sabe (ou, simplesmente, nunca pensou sobre o assunto - compreensivamente) é que uma pessoa com mil seguidores pode ter um poder de influência maior do que alguém com dez mil seguidores. Por uma razão apenas: segmentação. Não é por acaso que em Marketing se faz uma distinção nítida entre micro-influenciadores, influenciadores e macro-influenciadores (alguns especialistas chamam-lhes mega-influenciadores, também). Para marcas mais pequenas, o trabalho com micro-influenciadores poderá ser o caminho para o sucesso.

Se estivermos a falar de um produto acessível às massas, talvez faça sentido trabalhar com um macro-influenciador. No entanto, se estivermos a falar de um nicho (seja ele qual for), o poder de influência de alguém com 5 mil seguidores pode ser muito superior ao poder de influência de alguém com 200 mil seguidores - tudo irá depender de quem é, da credibilidade que tem, da forma como comunica, do seu público-alvo, do idioma que fala, do local onde vive, do estilo de vida que defende. Quantidade não é sinónimo de qualidade - e ter muitos (ou poucos!) seguidores não significa que não se tenha mérito naquilo que se partilha. Tudo isto se baseia numa questão de estratégia para cada marca, de perspetiva, de sentido de oportunidade e, claro, de confiança. 

2 comentários:

  1. Também já ando para escrever sobre influenciadores e redes sociais há imenso tempo, mas sinto que são tantos assuntos de relevância diferentes e que são imprudentemente misturados e abordados como se fossem todos o mesmo... Acabo por eu própria me perder no meio de tanto ruído. Mas concordo totalmente com o teu ponto de vista!

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  2. Este post vem de encontro ao que tenho pensado nos ultimos tempos, o less is more tambem se aplica muito aqui :)
    Excelente post, gostei mesmo muito :)

    https://matildeferreira.co.uk/

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