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EVENTO | A Minha Experiência no #WebSummit

A semana do meu aniversário foi passada em Lisboa devido ao #WebSummit2018 - o evento mais falado do mês, onde milhares de pessoas de todo o mundo se reúnem para aprender novos conceitos, desenvolver projetos, tirar ideias da gaveta, conhecer gente nova, ouvir novas perspetivas e celebrar aquilo que o mundo das novas tecnologias oferece nas mais diversas áreas. O #WebSummit é, definitivamente, um evento para todos os que querem manter-se atuais, descobrir mais sobre diferentes temáticas e estar frente-a-frente com investidores, celebridades e especialistas.

Apesar do evento se realizar em Portugal há três anos, só nesta (terceira) edição pude comparecer. Consegui um dos bilhetes "Women in Tech" - que celebra o facto de haver cada vez mais mulheres a trabalhar em áreas ainda hoje maioritariamente constituídas por homens - e lá fui eu, ansiosa para ouvir mais sobre as temáticas que fazem o meu coração bater mais depressa.

Com a ajuda da aplicação do #WebSummit, criei um horário único e personalizado - há centenas de coisas a acontecer ao mesmo tempo, por isso é preciso ser MUITO seletivo e inteligente nas escolhas (não só porque temos de pesar aquilo que nos interessa mais, mas também porque alguns palcos ficam longe uns dos outros e não compensa atravessar quatro pavilhões para ir ver apenas metade de uma talk). 

Este ano, o meu foco foram as conferências. Guardei algum tempo para conhecer as start-ups de algumas áreas, mas eu tinha realmente interesse em acompanhar as talks. Houve muitas que tive que deixar de parte para dar lugar a outras, mas penso que fiz uma boa gestão do meu tempo. Entre grandes nomes e empresas (Netflix, Alexander Wang, AJ+, Microsoft, P&G, BuzzFeed, The Guardian, Cartoon Network, BBC, The NY Times, Swarovski...), consegui dividir-me entre diferentes palcos e ouvir diferentes opiniões sobre os seguintes temas: Rethinking technology at large enterprises; Rating the TripAdvisor efect: that's the future of trip planning?; Building buzz in the new media bubble; A calm mind is a creative mind; Judging creativity; Creators and plataforma: how partnerships work; Our augmented future: what's next for AR?; Creativity and the secret of success with paid social; Above the noise: the power of visual culture; I'm with stupid; Sharing the world's greatest stories through tech; What's bigger than television?; Masterclass: creativity and storytelling; Building trust for bilions; Life after linear; How long until robots rule the world?; Fashion: a user experience; The adventure of Minecraft; Spatial storytelling: an AR revolution; Creating a culture of radical transparency; Digital peace in the age of cyber threats; Can branded content ever be authentic?; Integrating innovation: from the icon to the institution; Is fashion finally cleaning up its act?; The modern day retail and the death of clothing; Net positive: happiness and the internet; There's no Silicon Valley, only China; The business of being creative; Anyone can be a content creator...; Modernizing traditional brands; Under the kid-fluence; Is building a business with influencers a good idea?.  

De todos estes momentos - e ainda que alguns não me tenham enchido as medidas -, apenas um - I'm with stupid! - me desiludiu; não me identifiquei minimamente com o rumo da conversa ou com a oradora e achei o discurso muito desmotivador para quem pretende ser irreverente no mundo digital - foi a única talk em que saí a meio, pois achei que poderia usar o meu tempo de uma forma mais inteligente.

O #WebSummit é um evento para se viver sozinho e para conhecer outras pessoas pelo caminho. Pode soar estranho, tendo em conta que estão milhares de pessoas (que vieram de todas as partes do mundo!) à nossa volta, mas se tentarmos alinhar calendários com amigos estaremos a perder muitas atividades que nos acrescentarão valor. Apesar de ter ido com a minha irmã e uma colega de trabalho, fui às conferências quase sempre sozinha e num dos dias nem sequer nos cruzámos para almoçar juntas. Cada pessoa tem objetivos diferentes e isso deve ser privilegiado num evento deste tipo. No #WebSummit não podemos ir com o rebanho - precisamos de perceber o que irá acrescentar maior valor à nossa vida (não só profissional mas também pessoal) e planear o nosso dia consoante os nossos interesses. A oportunidade de uma vida poderá estar a uma cadeira ou a uma conversa de distância.

De negativo, destaco apenas a (falta de) segurança. Não fui revistada à entrada em nenhuma das vezes e não espreitaram com atenção para a minha mochila - apenas quando estava com a minha mala de viagem me pediram para passar no detetor de metais e na máquina de raio-x. Num evento com tantas figuras públicas odiadas por tantos milhões, seria de esperar uma segurança mais apertada. Será, sem dúvida alguma, um ponto a melhorar nas próximas edições do #WebSummit.

De qualquer forma - e desejando para que não calhe na semana do meu aniversário novamente! - quero muito ir à próxima edição; agora que já sei como as coisas funcionam, sei que vou conseguir aproveitar (ainda) mais tudo o que o evento tem para oferecer aos participantes.


Instagram: @carolinanelas

2 comentários:

  1. Adorava um dia poder ir a uma edição da Websummit, há talks tão interessantes!
    Nunca tinha pensado, mas realmente faz sentido explorarmos este evento sozinhos, dada a diversidade de coisas diferentes que estão a ocorrer ao mesmo tempo.
    Estou surpreendida com o facto de não teres sido revistada. Num evento dessa dimensão e no clima de terrorismo em que se vive atualmente,foi muito insensato por parte da organização não terem tido esse cuidado.
    Beijinhos
    Blog: Life of Cherry

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  2. Gostávamos muito de ter a possibilidade de ir também a este evento. Deve ser uma experiência ímpar!

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