Thirteen

VIDA PROFISSIONAL | Fora de Horas

Há um ano, eu acreditava que se não estivesse sempre disponível, se não respondesse a mensagens de trabalho durante o fim-de-semana, se falhasse um email depois das 20h... não estaria a ser uma boa profissional. Na verdade, eu acreditava que não estaria a ser competente se, mesmo de férias, não estivesse a par de tudo o que se passava na empresa e que seria preguiçosa se não respondesse de forma (quase) instantânea aos clientes. Hoje, no meio de um turbilhão profissional (e ainda com mais trabalho do que há um ano), sei que estava errada.

Trabalhar fora de horas não deve ser a regra, deve ser a exceção - e isso não mede a nossa paixão ou dedicação. Enquanto humanos mentalmente saudáveis, precisamos de equilíbrio e de uma clara barreira entre vida profissional e vida pessoal (mesmo que, em alguns casos, estas se misturem). É difícil? É. É cada vez mais difícil? É. As redes sociais, os dados móveis e os e-mails no telemóvel dificultam essa missão? Sim. Somos nós que decidimos? Sem dúvida. Vivendo e aprendendo - depois do jantar, acabam os afazeres profissionais.

5 comentários:

  1. Para mim ainda é tão difícil separar as duas coisas...

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  2. Concordo com tudo! Sempre senti isto, mas ultimamente tenho sido ainda mais efusiva na defesa do work-life balance e da necessidade de desligarmos e sermos pessoas completas com outros interesses e coisas em que pensar, caso contrário não só somos menos produtivos como menos sãos.

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  3. Tens toda a razão! E, mesmo concordando, é algo que nem sempre consigo mas, mesmo assim, tento cada vez mais implementar. Ainda bem que estás a conseguir fazê-lo.

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  4. Tens toda a razão! Estou numa fase em que o sair a horas é a excepção e isso vai ter mudar. Como acabo por não ter uma linha de defesa entre o meu trabalho e o cliente, acabo por sacrificar o meu tempo pessoal em prol de deixar as coisas sempre bem feitas e a horas mesmo quando os prazos que me dão são irrealistas.

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  5. Touché. Quando comecei a trabalhar e num período em específico em que fiquei a "agarrar o touro" sozinha ia dando em doida porque impunha isso a mim mesma. E a partir daí, e de quase me ter ido abaixo, decidi: trabalho para viver, não vivo para trabalhar. Depois de sair, saí. Amanhã há mais.

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