Thirteen

LIVRO | A Arte Subtil de Saber Dizer "Que se F*da"

Confesso que começo esta publicação sem saber ao certo que palavras irei usar para partilhar convosco a minha opinião, mas a verdade é que não me identifico (nem um bocadinho) com todas as críticas positivas ao livro laranja - "A Arte Subtil de Saber Dizer Que se F*da". 

Não gostei. Não me inspirou. Não me fez rir. Não me fez refletir sobre os momentos do meu quotidiano, o meu comportamento, os meus problemas ou aquilo que me incomoda no dia-a-dia. Não foi uma leitura difícil, pois a linguagem é muito acessível e fluída, em tom de conversa entre amigos, mas sinto que não ganhei nada por ler o livro que se tornou viral. Honestamente, acredito que o título mordaz tenha sido o mote para as leituras de muitos - e isso é completamente válido (eu escolho os livros pela capa muitas - muitas! - vezes) - e que o conteúdo, na verdade, não acrescenta muito a quem o lê.

Fiz as pazes com os livros de auto-ajuda há muito tempo, e não me incomoda ler um livro dentro desta categoria, porém terminei a leitura com a sensação de que tinha sido tempo perdido. "A Arte Subtil de Saber Dizer Que se F*da" tem um humor forçado (e aqui poderei estar enganada, tendo em conta que apanhei uma promoção e o li em português, que não é a língua original) e a ideia de que é importante escolhermos bem as nossas batalhas (e importarmo-nos com algo) é apresentada de uma forma diferenciadora, sim, mas que não cumpre aquilo que prometia nas primeiras páginas. Arrisco-me a dizer que o livro não desenvolve, que bate sempre na mesma tecla, e que acaba por ser aborrecido. Li-o num ápice precisamente porque não havia pausas a fazer ou momentos necessários para refletir. A ironia? Li o livro todo enquanto em salas de espera, antes das consultas de psicoterapia e psiquiatria.

Ainda que as mensagens sejam acertadas, e ainda que os exemplos sejam realistas, a linguagem de Mark revela uma necessidade egocêntrica de se colocar num patamar superior - não senti que fosse uma partilha de experiências pessoais, mas sim que o autor utilizou o tema para se vangloriar dos seus feitos e das suas falhas (que o levaram ao que é hoje e que são válidas). Infelizmente, não consigo compreender a estima pública do "A Arte Subtil de Saber Dizer Que se F*da" nas redes sociais.


Fotografia: Inês Mota.

5 comentários:

  1. Que curioso a forma como certos livros chegam a cada pessoa! :)

    Este livro tornou-se num dos meus favoritos de 2019. Fartei-me de rir e não considerei que o autor se colocasse num patamar superior, antes assumiu uma posição conformada com tudo aquilo que tinha feito anteriormente e, por isso, merecia assumi-lo como uma coisa boa - tanto as coisas positivas, como os erros que cometeu e que lhe ensinaram algo e o fizeram crescer. Acho, no entanto, que a parte humorística não é para toda a gente, pois em vários momentos ele acaba por utilizar humor negro e isso não é, de todo, a preferência de muitos. Mas, regra geral, deu-me uma perspectiva inspiradora, descontraída e interessante sobre a vida.

    Sei de muita gente que não gostou do livro e outros que, como eu, adoraram. Uma pessoa referiu que é um daqueles livros em que tens de estar no estado de espírito certo, que tem de ser lido "na altura certa", e acho que isso também faz todo o sentido. Pelo menos para mim, recebi-o numa altura muito importante e, desse modo, aceitei-o com boa disposição e divertimento. Lamento que não tenha sido uma boa experiência para ti, mas lá está, os livros chegam à nossa casa de maneira diferente, sempre :)

    Um beijinho,
    Sónia Rodrigues Pinto
    By the Library

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  2. Também não gostei nada deste livro. Não me inspirou.. a mensagem não chegou até sim... não gostei
    TheNotSoGirlyGirl // Instagram // Facebook

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  3. Eu ainda não li esse livro, mas pelo que muita gente diz não é nada demais. Lá está ficou famoso e toda a gente o quis ler...

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  4. Ahhhhh temos uma opinião tão engraçada! É tão isto. O livro é, de facto, muito fácil de ler e não é maçador... porém, damn, falta tanta coisa. Os temas mudam e a conversa é a mesma. Os capítulos avançam, mas o tom é semelhante. As curiosidade e histórias mirabolantes aparecem, mesmo assim, as dicas são do exato mesmo saco. Não sei... foi muito estranho! Estava tão entusiasmada com o livro e foi tão só ler por ler. Página após página não senti estar a aprender nada ou a ter um bom momento de leitura.
    Reconheço que tive de o tirar mentalmente da categoria de livro de auto-ajuda para o acabar, porque não sentia que estivesse bem enquadrado nesse rótulo, encarando-o como um livro com mensagens do quotidiano.

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  5. Ainda não li o livro e lembro-me de ver um video no youtube de uma pessoa que não gostou e apesar de eu ainda não o ter lido, a forma como a pessoa explicou consistentemente o que não gostou, fez me que também não me iria identificar e acabei por ainda não o ler até aos dias de hoje.
    Confesso que de momento também não o pretendo ler, um dia talvez quem sabe para ter o meu próprio ponto de vista acerca do mesmo...

    http://arrblogs.blogspot.com/

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