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BUDAPESTE, HUNGRIA | Terror Háza Múzeum

Apesar de não ser permitido fotografar dentro do edifício, não podia deixar de partilhar a minha visita ao Terror Háza Múzeum - a Casa do Terror. Este é um museu que, ao contrário do que o nome poderá sugerir, nada tem a ver com ficção científica, fantasmas ou fantasia. A exposição permanente retrata os horrores do século XX e homenageia as vítimas dos regimes fascistas e comunistas, apresentando-se como um local importante para o retrato da História da Hungria.

No local onde encontramos hoje a "House of Terror", funcionaram os quartéis-generais de dois governos ditatoriais. A Avenida Andrássy é uma das mais importantes da cidade (não só por incluir, atualmente, os melhores restaurantes, a Ópera e as lojas mais caras de Budapeste, mas também porque faz a ligação entre o centro e a Praça dos Heróis) e por isso era, também, um local privilegiado para os partidos. 

Em 1937, o edifício foi arrendado pelo Partido Nacional Socialista, representado pela "Arrow Cross" (uma cruz com as pontas em forma de seta) e liderado por Ferenc Szálasi. Chamava-se "Casa da Lealdade" e recebia o apoio do governo, que queria recuperar o território perdido na I Guerra Mundial e que levou à discriminação dos judeus. Quando, em 1944, a Hungria quis sair da Guerra, a Alemanha invadiu o país e deu origem ao domínio sangrento do Partido Nacional Socialista. 

O objetivo era, precisamente, exterminar todos os judeus - em apenas oito meses, o número de judeus passou de 200 mil para 70 mil. Na cave da "Casa da Lealdade" - atualmente "Casa do Terror" - muitas pessoas foram torturadas e assassinadas. Mesmo quando terminou a II Guerra Mundial, o terror continuou - a Hungria foi ocupada pelo exército soviético, que se apoderou do prédio e o transformou primeiro no Escritório de Segurança Estatal e posteriormente na sede da Autoridade de Segurança Estatal (que foi crescendo até ocupar diferentes prédios). Tudo isto está registado na exposição permanente, através das salas com documentos, fotografias, cartazes e objetos que nos remetem para um ambiente aterrorizador - ao todo, são quatro andares de História.

O museu está aberto de terça-feira a domingo, das 10h00 às 18h00, e a exposição divide-se em quatro andares. Apesar de haver muita gente a dizer que é necessário chegar com antecedência, nós não apanhámos filas - talvez o truque seja ir ao final do dia. A entrada custa 6€, mas há descontos para estudantes, crianças e maiores de 65 anos.


Fotografia do site oficial do Museu.

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