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VIDA PROFISSIONAL | 6 Erros no LinkedIn

Não podemos dizer que os currículos tenham passado à história, mas podemos dizer que já são dispensáveis em muitas profissões e que, em muitos casos, já não são imprescindíveis para arranjar um emprego. Em diversas áreas, os recrutadores e os departamentos de recursos humanos tornaram-se mais ativos na busca pelos colaboradores ideais; apesar de ainda haver espaço para candidaturas, há muitas empresas a fazer as suas próprias pesquisas, a contactar diretamente possíveis colaboradores e a consultar os perfis dos candidatos nas redes sociais quando estes concorrem a uma determinada posição na empresa. 

Podemos pensar que o marketing só é aplicável a negócios e empresas, mas essa ideia não poderia estar mais errada. O marketing pessoal é igualmente importante e, da forma tradicional ou nos meios digitais, não deve ser descurado. E se o que está online ficará para sempre online… o que não deve ser publicado numa rede social dedicada aos contactos profissionais? 

Fotografias desapropriadas | Esqueçam as selfies e as fotografias da última viagem às Maldivas, por muito maravilhosas que sejam. O objetivo do LinkedIn é destacar o conhecimento, a carreira e a capacidade de cada um, não tem (ou não deveria ter) espaço para partilhas ou momentos (demasiado) pessoais. As fotografias em biquíni e os pequenos-almoços de hotel podem trazer muita interação no Instagram, mas no LinkedIn é provável que tenham o efeito contrário.

Mentiras | A mentira tem perna curta e numa rede social é ainda mais fácil de apanhar. Há sempre alguém que conhece alguém, há sempre um amigo que tem um primo naquela empresa ou um seguidor que tem uma tia numa marca para a qual queremos muito trabalhar. O mundo é uma ervilha e tudo se sabe - mais tarde ou mais cedo, a mentira é descoberta.

Não responder às mensagens | Chateiam-me as mensagens em cadeia - que sim, também existem no LinkedIn - e as propostas de trabalho que prometem mundos e fundos e que, na verdade, pouco ou nada revelam e que rejeito de imediato. No entanto, declinar educadamente a proposta ou pedir mais informações sobre o tema não só demonstra profissionalismo como impede que portas se fechem antes do tempo. Responder às mensagens é tão importante como não mentir - nunca sabemos quem está do outro lado ou o que o futuro nos reserva.

Estar conectado apenas com os amigos | Não adiciono pessoas aleatoriamente, mas no LinkedIn estou conectada a mais desconhecidos do que amigos. O objetivo é saber mais sobre a minha área, descobrir novos métodos, estar ligada a outros profissionais, compreender outras formas de ver o mundo. O LinkedIn é uma excelente plataforma para networking (com a vantagem de que há menos timidez e momentos constrangedores em elevadores ou eventos ao final da tarde) e isso só se consegue se não estivermos ligados apenas a quem já conhecemos.

Erros ortográficos | Seja qual for a carreira que se pretende, erros ortográficos não são admissíveis. Quem gostaria de trabalhar com alguém que não distingue o "à" do "á" ou do "há"? Contratariam alguém que escrevesse "despertas-te" em vez de "despertaste" ou "cem" em vez de "sem"? Erros ortográficos afastam qualquer possível empregador (e até outras pessoas que nada têm a ver com o assunto mas que nos recomendariam noutras circunstâncias).

Palavrões | Para mim, a maior demonstração de falta de respeito e de falta de profissionalismo. Se alguém não sabe adequar o tom à plataforma, como garantir que saberá adequar a sua postura à situação? Como saber se aquela pessoa não irá atirar palavrões a um cliente? Se tem a possibilidade de os apagar e não o faz, provavelmente não terá esse filtro cara-a-cara, quando as conversas fluírem com maior naturalidade.

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