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BARCELONA, ESPANHA | Park Güell

O primeiro dia em Barcelona deixou-nos absolutamente exaustas, mas o segundo começou bem cedo. Queríamos muito visitar o Park Güell, pelo que decidimos fazê-lo logo de manhã, para evitarmos as confusões e o calor exagerado que se esperava (até porque às 08h00 já estavam 30ºC).

O Park Güell fica numa zona afastada da cidade, pelo que o melhor será apanhar o autocarro. Se comprarem o bilhete para a atração com antecedência, poderão usufruir do Bus Güell, mas se optarem por fazer a compra na bilheteira e se forem portadores do Barcelona Card, poderão utilizar o autocarro público. 

O Park Güell foi mandado construir para o principal mecenas de Gaudí, Eusebi Güell, que pretendia criar uma espécie de condomínio fechado de luxo para a aristocracia de Barcelona. No entanto, o público-alvo não achou piada à ideia, considerando que o parque ficaria demasiado distante do centro da cidade. Aos poucos, o parque foi deixado ao abandono, acabando por se transformar naquilo que conhecemos hoje e que em 1984 foi classificado como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO.

Com uma extensão de mais de 17 hectares, o Park Güell está dividido em duas partes: a Zona Monumental e a zona do parque propriamente dito, com muita vegetação e caminhos onde os espanhóis fazem desporto e passeiam em família. O acesso ao parque é gratuito, mas para visitar a zona monumental é necessário bilhete (tem um custo de 10€ e não há descontos associados para estudantes).

Coberto de mosaicos, colunas que relembram árvores, formas geométricas e animais, o Park Güell é, provavelmente, a obra mais conhecida de Gaudí, que se inspirou na Natureza para dar vida a uma arquitetura inédita até então. Aproveitando o desnível de 60 metros, Gaudí criou um caminho de elevação espiritual e esperava, no topo, construir uma capela. E ainda que o ponto central do parque seja a praça que está rodeada por um banco de 110 metros (descubram o 13 que Gaudí colocou num dos mosaicos!), o Park Güell inclui outros espaços que merecem ser visitados, mais não seja para observar a arquitetura de cada imóvel idealizado pelo artista.

O Park Güell apresenta-se como único, mágico e peculiar e uma visita a Barcelona não está completa sem uma visita. Acredito que em períodos de férias escolares as filas sejam realmente desanimadoras (o parque permite a entrada de 400 pessoas a cada meia hora), mas não posso deixar de recomendar a visita aos fãs de arte e a quem se fascina com a criatividade de Gaudí. Um passeio pelo parque, para além da zona monumental, é igualmente interessante. Se puderem, visitem de manhãzinha ou ao anoitecer - preferimos não arriscar e ter em consideração a distância para outros pontos da cidade, mas ver aqui o pôr-do-sol deve ser extraordinário!

















A opinião da Ângela sobre o Park Güell pode ser vista AQUI.

1 comentário:

  1. visitar o Park Guell não é um desejo, é uma necessidade! Tens fotografias muito bonitas, Carol!

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