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LISBOA, PORTUGAL | Museu Arqueológico do Carmo

A Igreja do Carmo foi construída em 1389 e rapidamente se tornou importante para toda a cidade e para a identidade do país. No entanto, o Terramoto de 1755 provocou danos muito graves no edifício e o incêndio que lhe sucedeu destruiu quase todo o seu recheio. Hoje, é um local que representa momentos importantes da História Nacional.

O Museu Arqueológico do Carmo foi o primeiro museu de arte e arqueologia do país, com o objetivo de salvaguardar aquilo que ainda restava não só do Convento do Carmo mas também de outros espaços nacionais. Atualmente, conta com um espólio constituído por cerca de mil artefactos em exposição permanente e apresenta-se como um espaço de cultura, de contemplação e de história em plena baixa lisboeta.

É aqui que ficamos a conhecer a história do país e das comunidades que aqui viveram, entre peças com um valor incalculável através das quais conseguimos compreender rituais, hábitos e formas de pensar. E mesmo para quem não tem uma ligação à religião, como eu, a visita ao Museu Arqueológico do Carmo é indispensável. Em destaque está a Janela Manuelina, a medalha de D. Nuno Álvares Pereira, o Túmulo do Rei D. Fernando e a Arca Tumular de D. Maria Ana da Áustria, mas é impossível não destacar, também, as duas múmias, o sarcófago (com um cadáver) e o incrível Painel de Azulejos dos Passos da Paixão.

Por ter visitado o Museu em trabalho, conheci o espaço através de uma visita guiada, que se revelou extremamente completa e enriquecedora. Gosto de explorar os núcleos museológicos ao meu ritmo, mas gostei muito das curiosidades apresentadas, da descontração do Bruno (o nosso guia) e dos factos que ele escolheu salientar (certamente que, numa visita livre, passariam alguns detalhes despercebidos!). Se ainda não conhecem este pedaço de história, 2020 é o ano em que têm de o visitar!



Instagram: @carolinanelas

1 comentário:

  1. Tenho um carinho especial por este convento não só por ser relíquia viva do terramoto como por ter sido um dos principais palcos da revolução de abril, são paredes que já viram muito..! Penso que a minha última visita foi há uns 4, 5 anos, talvez, tenho que regressar! Lembro-me que na altura adorei! :)

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