Thirteen

LIVRO | Breaking Mad

O meu pai trouxe-me este livro do aeroporto no regresso das suas férias e, na verdade, o gesto foi muito importante para mim. Mais do que um livro que pretende desmistificar a ansiedade, representou, para mim, o apoio que os meus pais sempre me demonstraram. Foram eles que me levaram à pedopsiquiatra quando eu ainda frequentava a Escola Primária - não assumiram que era mimo, birra ou um pedido de atenção; viram o problema e trataram-no como ele merecia: como um problema real que precisávamos de resolver.

"Breaking Mad" é uma espécie de "iniciação à ansiedade", pois aborda a questão de uma forma muito simples, com ilustrações engraçadas pelo meio (e que eu já tinha visto por aí) e exercícios práticos para o leitor. Escrito por Anna Williamson, uma apresentadora que viu a sua vida condicionada pela ansiedade e que acabou por se transformar em terapeuta, "Breaking Mad" inclui ainda comentários de uma outra profissional - Reetta Newell.

Infelizmente - e ainda que a linguagem fluída, como se conversássemos com uma amiga, torne a leitura agradável (essencial, tendo em conta o tema) - "Breaking Mad" não me provocou grandes reflexões. Vejo-o como um excelente aliado para quem começa agora a sentir os efeitos da ansidade ou para quem pretende aprender a lidar com um ente querido ansioso. Para mim, que já luto contra este (e outros) monstro(s) desde muito nova, não posso dizer que tenha sido essencial. Ainda assim, também não posso dizer que tenha sido tempo desperdiçado, e acho mesmo que faltava no mercado um livro simples e bem-humorado sobre o tópico.

Na verdade, o único ponto realmente negativo é a forma como são apresentados os exercícios, pois são muitas vezes colocados no meio de capítulos e, ocupando uma página, acabam por, em alguns casos, quebrar uma frase ou um parágrafo. Isso fez-me confusão.

Seja como for, "Breaking Mad" é um bom exemplar para quem começa agora a explorar as causas e consequências de alguém que vive com ansiedade, que tem ou já teve ataques de pânico ou de alguém que convive indiretamente com o problema através de uma pessoa que ama. Se se enquadram num destes grupos, é uma boa aposta.

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