Thirteen

SWEET CAROLINE | 13 Coisas que fiz antes dos 25

Licenciei-me | Aos 20 anos, terminei a minha Licenciatura em Turismo. Foram três anos de muitas dúvidas, mas sem dúvida que os anos enquanto aluna universitária foram, até hoje, os melhores da minha vida. Entre 2013 e 2016 eu fiz de tudo: fui (e faltei) às aulas, conheci pessoas interessantes, fiz amigos para a vida, passei tardes na esplanada, fui tomar café com amigos com frequência, vivi um amor que me marcou profundamente, tirei muitas fotografias, participei em eventos, assisti a conferências, saí à noite, tive conversas até de madrugada, fui Madrinha de dois monstrinhos extraordinários, fiz patinagem no gelo, mantive este blogue atualizado e tive tempo para rir, chorar, ficar ansiosa, relaxar e ser feliz. Foram os anos mais simpáticos da minha vida até agora e sinto que os aproveitei ao máximo, sem arrependimentos.

Comprei o meu primeiro apartamento | As perspetivas de uma posição profissional estável permitiram-me sonhar mais alto e concretizar um objetivo: comprar um apartamento. Numa altura em que arrendar casa seria impensável, consegui um negócio muito interessante na zona onde desejava morar. As obras demoraram um pouco mais do que o que seria expectável, mas a mudança aconteceu em agosto de 2018 e teve um significado enorme.

Assinei um contrato sem termo | Foi uma vitória não ter ficado desempregada a seguir ao estágio curricular, e continuei a somar conquistas depois disso. Fiz um estágio profissional de nove meses, assinei um contrato de seis meses que foi renovado duas vezes e, a certa altura, assinei um contrato sem termo, que me permitiu ficar efetiva na empresa que me acolheu quando eu ainda não sabia grande coisa sobre as minhas funções. Ao longo dos últimos quatro anos trabalhei em muitos projetos diferentes e percebi quais as tarefas que combinam melhor com a minha personalidade.

Disse "amo-te" | Sempre com a maior das sinceridades. Não me arrependo de o ter dito a quem disse, nem me arrependo de o ter dito as vezes que disse. Ainda que tenha aprendido que não há dois amores iguais e que nem sempre é "para sempre", também aprendi que o fim não significa que não tenha sido verdadeiro ou que o sentimento não permaneça (de ambos os lados).

Fiz um InterRail | A viagem mais longa que fiz. Foram cinco países ao longo de quinze dias, que fiz questão de registar neste blogue. Em setembro de 2018 viajei de comboio pela Europa com a Ana, o Filipe, a Dri e o Gastão e visitei cidades na Alemanha, na Polónia, na Áustria, na Hungria e na República Checa. Uma aventura que guardo com carinho, que me permitiu conhecer locais que não conheceria tão cedo de outra forma e que me lembrou o quão terrível pode ser a Humanidade.

Vi os meus artistas favoritos ao vivo | Não todos, mas uma boa parte. Ao longo destes 25 anos vi muitos concertos e estou grata por isso. Sempre acompanhada pelas pessoas que partilham comigo o gosto pela música destas bandas e artistas em particular, foram momentos maravilhosos que me transportaram para um mundo onde a ansiedade e a depressão não existem. Coldplay, David Fonseca, Miguel Araújo e António Zambujo, Anavitória, MUSE, Arctic Monkeys, Silence 4, The National, Imagine Dragons e Ed Sheeran são apenas alguns dos nomes que tive a honra de ver ao vivo.

Fiz voluntariado | Sempre com crianças, mas em contextos diferentes. Primeiro, numa casa de acolhimento, com crianças órfãs ou retiradas aos pais. Agora, em contexto hospitalar. É algo que, para além de contribuir para um mundo mais feliz, me ajuda a relativizar os meus próprios problemas e que me obriga a ser positiva quando os dias correm mal. Todas as semanas, há momentos de encantar para partilhar com crianças hospitalizadas e ver os resultados do impacto que estes pequenos gestos têm na sua recuperação deixa-me absolutamente enternecida.

Fui ao funeral de um amigo | Algo que não pensava viver antes dos 25 anos e que registo com muita tristeza. Em 2019, quando o Bel faleceu, o meu medo mais profundo - o da morte - ganhou proporções assustadoras e esse acontecimento foi o gatilho para uma luta comigo própria. Gosto de pensar que o Bel está no Hawai, a beber uns copos e a dar mergulhos no mar, longe das redes sociais e dos dramas profissionais, mas ainda não ultrapassei o choque do seu falecimento repentino. Ensinou-me, sem dúvida alguma, que só temos o Presente.

Emocionei-me num batizado | Quem diria? Por não ter uma ligação à Igreja, estes momentos pouco ou nada me dizem. Tratam-se, na verdade, de formalidades que gosto de encarar como apenas mais um pretexto para celebrar, ao lado dos familiares e amigos, a vida de alguém que ainda tem tanto para crescer. No entanto, emocionei-me num batizado: o dos gémeos. E foi um dos (poucos) momentos maravilhosos de 2019.

Dei formação e fui oradora em conferências | Algo que, de todas as vezes, aconteceu de uma forma muito natural, e que aceitei sempre com algum nervosismo e receio. Ao longo dos últimos anos estive presente em alguns eventos enquanto oradora, onde partilhei o meu percurso académico e profissional, e debati alguns temas relacionados com as áreas do Turismo e do Marketing Digital. Foram experiências enriquecedoras, ainda que não me sinta muito confortável neste papel.

Dancei na rua, enquanto chovia torrencialmente | A dança ficou para trás há uns anos (ainda que tenha sempre um espacinho para ela no coração, claro), mas um dos momentos mais especiais que guardo aconteceu na minha cidade de sempre, ao som de Maroon 5. Enquanto atuávamos começou a chover torrencialmente e - perdidos por 100, perdidos por 1000 - foi o momento mais divertido que vivi enquanto bailarina. Nada mais importava, e ainda hoje me lembro, de vez em quando, daquela sensação incrível de ter a chuva a cair no rosto, a roupa encharcada e os pés alagados enquanto dançava. Nada mais importou - sem nervosismo ou medo de errar, foi felicidade pura.

Fui ao casamento de uns amigos | O casamento do João e da Natacha foi especial, pois simbolizou, para além de tudo o que um casamento pode simbolizar, o fim da vida de estudante e a entrada (oficial) na vida adulta. Quando os nossos amigos casam e nós temos a honra de o testemunhar, significa que estamos a fazer alguma coisa bem, correto? Foi lindo - tudo aquilo que espero, um dia, poder viver também.

Comecei um "Gratitude Journal" | Ainda não falhei uma única página, e tenho tido o cuidado de acrescentar elementos pessoais ao diário (autocolantes, papel de embrulho, bilhetes…) tal como idealizei. Preencho este meu "diário de gratidão" antes de dormir, já depois de lavar os dentes e vestir o pijama, e reflito um pouco sobre as 24h do meu dia. Coisas simples como receber um elogio, jantar em família ou completar uma tarefa importante acabam por ter a importância que merecem, ajudando-me a preparar o dia seguinte com um olhar mais positivo sobre mim mesma e os meus afazeres.

2 comentários:

  1. Incrível tudo aquilo que já conquistaste nesta idade <3.
    Estou a ser mesmo honesta quando te digo que és uma grande inspiração para mim,tudo aquilo que já fizeste é inagualável ao que qualquer jovem da nossa idade tenha feito.
    Beijinhos
    Blog: Life of Cherry

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  2. É incrível ver tudo o que já conquistaste, mas pelo que vou lendo e conhecendo, tudo isto é possível porque não desistes, porque és lutadora e não tens medo de ir em frente. Não tens medo de admitir o que sentes, de falar sobre os medos, de seres tu. Por isso, acho que és uma mulher com muito para conquistar ainda, Carolina.
    Um beijinho

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