Thirteen

TELEVISÃO | Unorthodox

Quando estive em Nova Iorque, passei por Williamsbourgh, em Brooklyn, e deparei-me com alguns homens e mulheres, que se distinguiam pelos chapéus altos e lenços coloridos. Fiquei a saber, rapidamente, que pertenciam a uma comunidade judaica, extremamente religiosa, onde as práticas comuns envolvem rapar o cabelo às mulheres após o casamento e uma limitação de esforços durante o shabat (o sábado, dia de descanso no judaísmo).

"Unorthodox" é a minissérie da Netflix que, em apenas quatro episódios, conta a história real de uma mulher judia que decide fugir desta comunidade de Williamsbourgh. Falada sobretudo em iídiche, mas também em inglês e alemão, "Unorthodox" é primeira série desta dimensão que dá destaque ao velho idioma dos judeus - e, mesmo com recurso a três idiomas, será acertado afirmar que quatro episódios (com cerca de 52 minutos cada um) não são suficientes para dizer tudo.

Esta é a história de uma mulher, de seu nome Deborah Feldman, mas que se chama Esty Shapiro na série, que luta pela sua liberdade e que, não concordando com as regras machistas da sua comunidade, se torna num símbolo de emancipação feminina. "Unorthodox" é baseada em factos reais que nos fazem questionar como é que, em pleno século XXI, esta comunidade pode ainda existir nestes moldes, oprimindo as mulheres junto de uma das zonas mais irreverentes dos Estados Unidos da América. Vejam!

3 comentários:

  1. Tinha conhecimento muito vago dessa comunidade, mas não sabia que rapavam o cabelo às mulheres, que facto curioso. Agora é que fiquei interessada em ver.
    Blog: Life of Cherry

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  2. Esta review deixou-me tão curiosa! Penso que vou adicionar à minha watchlist, aborda alguns temas que me tocam e que me marcam muito!

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  3. Adorei esta série e gostava muito que houvesse uma segunda temporada. Desconhecia esta comunidade e os costumes e foi muito interessante descobrir esta realidade.

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