Quando escrevo sobre problemas de ansiedade e ataques de pânico, gosto de referir que não sou especialista no tema e que todas as informações partilhadas têm por base a minha experiência pessoal, as minhas vivências, as minhas aprendizagens. Acredito que estes temas devem ser discutidos e abordados, sim, mas também acredito que devo salvaguardar que cada pessoa reage de forma diferente a certos alimentos, atividades, situações e tratamentos e que eu não estou certificada para aconselhar profissionalmente quem me lê. Cada caso é um caso e tudo o que posso fazer é partilhar a minha experiência, aquilo que me influencia e os resultados que vou obtendo.
Esta publicação vem a propósito de outras que tenho lido. Acho fantástico que se debata um tema tão delicado como este, que partilhemos aquilo que funciona connosco e que mostremos que não somos um caso único - é muito mais comum do que acreditamos - mas, ao mesmo tempo, acho que precisamos de ter cuidado com a forma como abordamos as questões. E, claro, enquanto leitores devemos ser críticos nas nossas leituras.
Todos nós sabemos - melhor ou pior - aquilo que resulta connosco mas isso não faz de nós especialistas no tema nem nos dá a capacidade necessária para aconselhar profissionalmente os nossos leitores. E este texto é particularmente sobre uma doença de foro psicológico mas poderia ser sobre turismo, desporto, nutrição, dermatologia ou outra coisa qualquer. Quando não são escritas por pessoas da área e não retratam uma experiência pessoal, acho este tipo de publicações um perigo.