Thirteen
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Coisas boas desta vida: máquinas fotográficas analógicas.

ALIMENTAÇÃO | Casinha Boutique Café

Quando soube que a Casinha ia abrir aqui por Braga comentei imediatamente que queria experimentar. Talvez influenciada pelas críticas positivas ao espaço do Porto e de Viana do Castelo, quis testar o conceito. O resultado? Desilusão. O scone simples que pedi estava demasiado salgado e o frappé não era nada por aí além. O espaço era agradável - todo branquinho e com detalhes maravilhosos - mas fiquei com a ideia que havia ainda muitos aspectos a melhorar, especialmente nas horas de serviço nocturno.

Ainda assim, em espaços destes gosto de dar segundas oportunidades e decidi regressar noutra altura a pedido do Gui, mais convencida pelo conceito calmo e confortável do que pelos produtos propriamente ditos. Um café é um café em qualquer parte da cidade e não há muito por onde errar. Se não houver mais nada que me agrade, peço um café.

E, em jeito de surpresa, a minha opinião sofreu alterações. Na segunda visita havia mais produtos para escolher e a sua qualidade melhorou em relação à do pedido anterior (o scone com pepitas de chocolate que o Gui pediu não estava nada salgado e eu gostei da bolacha com pedaços de chocolate branco e da limonada). Continuo a achar que existem vários aspectos a melhorar - começando pelos preços elevados em alguns produtos (um scone pequeníssimo não pode custar mais de 1€ - é absurdo!) e pelo atendimento - mas irei voltar. 

A Casinha, apesar de se limitar a meia dúzia de mesas no exterior, tem um espaço interior muito interessante e agradável, uma decoração amorosa (com destaque especial para o esquema de cores, para as mesas à janela, para o néon com o logótipo do estabelecimento e para os tabuleiros com ilustrações) e detém um conceito bastante engraçado. Serve todas as refeições (do brunch ao jantar e com opções vegetarianas), funciona como lojinha, destaca os gelados e doces artesanais e os vários tipos de café e está aberta de manhã à noite. A Casinha não é o meu café favorito na cidade mas é mais um espaço para ter em mente quando queremos fugir à nossa rotina habitual. Nem que seja só para um café.


Pessoas que tiram macacos do nariz no trânsito: vocês acham mesmo que ninguém vê?

AMIZADE | Os amigos não devem nada uns aos outros.

Ao longo deste último ano, com o trabalho na Faculdade, a Praxe, os projectos e as ausências, aprendi algo que guardo com toda a minha força: os amigos não cobram distâncias, não fazem dramas nem tão pouco se chateiam ou amuam pela nossa ausência.

É algo que muita gente não entende mas que é essencial para mim, que sou distraída, que gosto de andar ocupada e que desapareço com alguma facilidade, sobretudo nas férias ou perante as pessoas com quem não estou todos os dias. Universidades diferentes, cidades diferentes e até países diferentes levam-nos a conversar menos tempo, a estar uns com os outros menos vezes, a saber menos coisas sobre as vidas que vivíamos juntos. Se isso interfere com a nossa amizade? Não. Temos consciência da mudança e isso basta-nos.

Cada vez menos tenho paciência para amuos ou zangas parvas pelas distâncias, pelas ocupações que a vida nos impõe. Ignoro. Eu não devo nada a ninguém e não acho que alguém me deva alguma coisa. Os meus Amigos são os que, seja uma vez por ano ou todos os dias duma semana, abraçam da mesma forma, olham para mim da mesma maneira e conversam comigo como se não tivéssemos estado longe. Cuidar dos amigos implica perceber que as vidas mudam e que existem fases em que o tempo escasseia. Não suporto que me façam cobranças ou que dramatizem algo tão simples.

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Coisas boas desta vida: cheiro a mar.