Thirteen

CINEMA | Serendipity [2001]

O filme cativou-me pelo nome. Serendipity é, na minha opinião, uma das palavras mais poderosas da língua inglesa; uma palavra que não pode ser traduzida à letra - mais ou menos como a nossa "Saudade" - mas que significa um feliz acaso, uma conjugação de acontecimentos que provocam uma consequência agradável, eventos aleatórios que nos levam a algo de positivo. E um filme baseado nas artimanhas do destino pode ser duas coisas - muito bom ou muito mau - mas aquele que vi hoje - "Escrito nas Estrelas", em Português - não é nem uma coisa nem outra.

Na verdade, passei o filme indignada. Não suporto traições, vidas duplas ou gestos aparentemente inocentes que acarretam segundas intenções. E este filme retrata exactamente isso: uma traição que não chega a acontecer aos olhos da maioria mas que já o era aos meus. Dois estranhos que se encontram entre compras de Natal e que não se esquecem. Dois estranhos que querem mais do que isso, que sentem que merecem mais, que sonham em construir uma história diferente um com o outro apesar de ambos terem relações com outras pessoas. E o filme gira em redor desse argumento pobre e previsível tendo como pano de fundo a fabulosa cidade de Nova Iorque. Só.

Era suposto ser uma comédia romântica onde tudo acaba bem mas, na verdade, é só uma longa metragem que foca aquilo que eu mais abomino neste planeta: uma traição em dose dupla que já o era antes de o ser realmente. E as críticas que li sobre este "Serendipity" - críticas essas que defendiam "uma bonita história de amor" - só vêm provar aquilo que eu referi nesta publicação: a definição de traição varia de pessoa para pessoa.

Spaghetti carbonara in viennna (scala)

Coisas boas desta vida: Massa Carbonara.

INSTAGRAM | Agosto 2015

Agosto é dos meses que menos gosto. É um mês habitualmente calmo e acho que é mesmo essa calmaria que me faz confusão. Eu gosto de ter para onde ir, de cumprir muitos objectivos, de viver dias diferentes, de me afastar da monotonia. Agosto - se não inclui viagens, dias de praia ou passeios mais prolongados - é um mês quase chatinho, de arrumações, de pensamentos, de filmes e preguiça, de descanso exagerado. E sem dias de praia, emoções fortes, banhos de sol ou cheiro a protector solar em abundância, Agosto transformou-se num mês (quase) aborrecido, chuvoso e cinzento. Porém, Agosto foi também o mês das pequeninas coisas e da valorização dos pormenores do meu quotidiano. Porque as coisas mais simples também nos proporcionam enormes alegrias.

A carta de condução e as viagens de carro com boa música e vento no rosto. Os passeios pelo Porto, por Vigo e por Baiona. Os dois dias em Verim. Os aniversários. As fotografias bonitas. Os cafés. Os gelados e cupcakes. Os sorrisos. Os momentos em família. Os 100€ que ganhei numa raspadinha. O novo tratamento que parece surtir efeitos agradáveis. Os jantares. A actualização constante do blogue. As novidades que não pararam de chegar. O amor. As descobertas pessoais. Os folhadinhos de Fão. O início da época futebolística. As cantorias. Os amigos. Os lugares encantados. As ideias a borbulhar. A vontade de ser melhor no Setembro que hoje se inicia, com novos objectivos, capas negras e projectos a espreitar.


Setembro é sempre uma lufada de ar fresco no meu ano. É um dos meus meses favoritos. Sempre foi.

PORTO, PORTUGAL | SeaLife

Antes de visitarem o SeaLife precisam de ter em mente uma coisa: o SeaLife não é - nem pretende ser - o Oceanário de Lisboa. O SeaLife no Porto, é um espaço familiar onde, em vez de lontras, golfinhos e pinguins, há animais com dimensões mais reduzidas - muitos peixes distribuídos pelos diversos aquários, cavalos marinhos, ouriços-do-mar, tartarugas, mini-alforrecas. Existem tubarões, sim, mas são pequeninos e têm caras simpáticas.

Se eu tivesse escrito este texto no dia da minha visita ao SeaLife provavelmente teria construído uma crítica dura ao estabelecimento porém agora compreendo que foram as minhas expectativas que me falharam: eu queria ver aquários enormes e o SeaLife não os tem. Eu não esperava um Oceanário mas esperava mais do que aquilo que vi. Existem poucos animais de cada espécie - um peixe-balão, dois cavalos-marinhos, uma tartaruga, um polvo, três ou quatro peixes-navalha e por aí em diante - e o espaço propriamente dito não é grande.

O SeaLife é uma atracção que está mais direccionada para as crianças. Os adultos saem sempre com uma bagagem cultural maior - e eu, pessoalmente, consegui aproveitar uma tarde diferente no meio duma semana chatinha - mas são as crianças que mais sorrisos partilham no fim da visita exactamente porque o espaço está feito à sua medida através das interacções e do jogo que as obriga a aprender um pouco mais sobre a vida daquelas espécies (a minha prima mais nova adorou procurar as respostas às questões que estavam espalhadas pelas diferentes salas e adorou receber um prémio (uma medalha de "Embaixador dos Oceanos" que recolheu gratuitamente no final) por ter conseguido seleccionar todas as opções corretas). O SeaLife não é um aquário grande. E se tivermos isso em mente não ficamos desiludidos com a visita porque a verdade é que o espaço cumpre aquilo que promete.

Contudo, não posso dizer o mesmo dos bilhetes - o preço não é assim tão adequado (vale a pena comprar online ou esperar por promoções, como nós fizemos). É um daqueles locais que vale a pena conhecer mas que não merece repetições. Não pela quantidade de espécies - porque são muitas, apesar de não parecerem - mas pela quantidade de espécimes em cada aquário. É um local com potencial pela forma como está organizado e pela forma como nos oferece diferentes perspectivas sobre o aquário principal mas que fica aquém daquilo que esperamos quando vemos as tabelas de preços.


Mais fotografias no meu Instagram: @carolinanelas.