Março foi um mês terrível e termina precisamente da mesma forma. Teve momentos bons, claro que sim - e eu foco-me nesses porque são os que realmente valem a pena - mas senti-me derrotada muitas vezes e chorei muito.
Passei o mês de Março na incerteza - que continua - e a minha ansiedade atingiu proporções terríveis e assustadoras. O meu tio faleceu, regressei a casa dos meus pais, iniciei a pesquisa pelo apartamento ideal e dormi mal muitas noites. Março trouxe-me alguns dias de sol, é certo, mas não me trouxe as certezas que eu precisava e roubou-me o chão muitas vezes, colocando nos meus ombros um peso com o qual não pensei lidar este ano (nem no próximo ou no seguinte).
Dos momentos bons, destaco o dia passado no Porto (que irei partilhar em breve), a ida ao cinema, o regresso ao Pinterest e à inspiração diária, um Dia Internacional da Mulher repleto de significado - e sem foleirices -, um banho de imersão maravilhoso, muitos mimos, muitos abraços, momentos em família e alguns convites que agarrei com toda a força. Março não foi um bom mês para mim e reconheço que o meu coração está apertado e ansioso mas daqui a uns dias voltarei a ser a melhor versão de mim mesma. Também eu tenho direito ao meu luto, às minhas lágrimas, às minhas preocupações, à minha falta de paciência, à vontade de estar sozinha. Abril será um mês de luta, de certezas, de dança e de várias hipóteses em cima da mesa - e é nisso que quero focar-me por agora.




