Tenho descoberto uma tranquilidade que há muito não sentia. Uma sensação boa, de paz (comigo mesma e com os outros), de consciência limpa. E apesar do frenesim do quotidiano, tenho guardado SEMPRE uns minutos do meu dia para estar sozinha, para refletir, para acalmar, para controlar a ansiedade que me atormenta há tantos anos. Sou uma privilegiada por ter um jardim onde há sempre sol e sombra, uma brisa agradável e o som dos passarinhos e faço questão de o aproveitar enquanto a meteorologia me permite fazê-lo.
Sei que sou mais feliz quando, depois da confusão dos dias de trabalho, posso dar um mergulho que me ajuda a ficar menos tensa e que, ao fim-de-semana, posso fazer uma sesta ou ler uns capítulos de um livro debaixo da árvore que finalmente já tem tamanho para me proteger do sol que evito. Não tem sido fácil não pensar em nada mas saber exatamente aquilo que me faz feliz é meio caminho andado para sentir que estou na estrada certa. Trabalho no que gosto, estou rodeada por pessoas maravilhosas que não fazem cobranças e não me canso de aprender mais - o que posso pedir mais? Num ano de grandes desafios e muito intenso a nível emocional, o meu coração começa a recuperar.




